Anac suspende quatro empresas de voos panorâmicos no Rio após queda de helicóptero
Dez dias após o acidente de helicóptero que matou quatro pessoas em um voo panorâmico no Rio , a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) suspendeu quatro empresas que oferecem os voos turísticos.
A medida foi anunciada por Tiago Faierstein , diretor-presidente da Anac, em coletiva de imprensa realizada nesta terça-feira, 18, com o prefeito carioca Eduardo Cavaliere .
Até o momento, nove das doze empresas que oferecem o serviço foram fiscalizadas.
A VRP, empresa que operava a aeronave que caiu na semana retrasada, foi uma das quatro suspensas, ao lado da Broad Fly, Sobre Turismo e Mr.
Top Fly.
Além disso, cinco operadoras estão proibidas de usar o Heliponto da Lagoa.
O ponte-fino também identificou duas empresasque teriam falsificado relatórios de voo para reduzir custos de manutenção.
As autoridades também fiscalizaram 18 das 46 aeronaves que realizam os voos panorâmicos.
Em metade delas, foram encontradas irregularidades.
De acordo com a Anac, todas as empresas e helicópteros que operam na cidade serão inspecionados.
Faierstein destacou a dificuldade de fiscalizar a ampla frota de helicópteros do Brasil, a segunda maior do mundo.
Para aumentar o controle sobre a prática dos voos panorâmicos, a Anac prometeu revisar o Regulamento Brasileiro da Aviação Civil (RBAC) nº 136, criado em 2020 para regulamentar esse tipo de voo.
“O objetivo de revisarmos é tornar essa atividade mais segura, de maneira a valorizar as empresas que estão operando de maneira correta e combater aquelas que estão burlando regulamentos”, afirmou.
Continua após a publicidade O prefeito Eduardo Cavaliere afirmou que a Anac tem o apoio da prefeitura nas ações que determinar no Rio de Janeiro.
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