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Política

Um alerta da ONU: por que comer bem virou luxo para quase 3 bilhões de pessoas?

Revista Fórum ·
Um alerta da ONU: por que comer bem virou luxo para quase 3 bilhões de pessoas?

Apesar da produção de comida em escala global ser suficiente para todos, comer bem, ou de forma minimamente saudável, tornou-se uma missão impossível para cerca de 2,69 bilhões de pessoas.

Esse é o alerta revelado pelos relatórios mais recentes da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

Celebrado globalmente em 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação joga luz sobre esse incômodo paradoxo.

O problema central não é simplesmente a escassez de mantimentos, mas a falta de acesso por conta de questões financeiras e estruturais.

Enquanto o custo de vida corrói o poder de compra das famílias, a fome crônica ainda atinge cerca de 645 milhões de pessoas globalmente (cerca de 7,8% da população mundial).

Segundo dados da FAO, as crises alimentares e a insegurança alimentar severa e moderada mantêm cicatrizes profundas e desiguais pelo globo.

A África continua sendo a região mais vulnerável, onde mais da metade da população (cerca de 56,6%) enfrenta algum grau de insegurança alimentar moderada ou severa.

No caso de Ásia e América Latina, embora tenham apresentado melhorias graduais e estabilização em algumas frentes nos últimos anos, dezenas de milhões de cidadãos ainda sofrem com o impacto direto de choques climáticos, eventos extremos e inflação dos alimentos nas cozinhas domésticas.

Diante desse cenário, o tema central escolhido pela ONU para a campanha deste ano é “Inovar Hoje para Alimentar o Amanhã”.

O foco recai sobre a urgência de transformar os sistemas agroalimentares globais, tornando-os mais resilientes às mudanças climáticas, menos custosos e mais eficientes desde a produção no campo até a gôndola do varejo.

Especialistas reforçam que a saída exige políticas públicas coordenadas, investimentos em tecnologia sustentável de baixo custo e cadeias de suprimentos mais curtas.

Para o cidadão comum, a data serve como um lembrete de que o desperdício diário e a desigualdade no acesso à comida não são apenas problemas econômicos distantes, mas falhas sistêmicas que ameaçam a estabilidade e a saúde global de toda a sociedade.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.

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