Nova rota pelo Ártico ganha força e coloca China na dianteira do comércio marítimo
A China quer transformar a Rota do Mar do Norte , que atravessa o Ártico russo, em uma peça mais importante de sua logística internacional.
A meta de Pequim é transportar 20 milhões de toneladas de cargas pelo corredor até 2030 .
A informação foi dada pelo ministro russo para o Desenvolvimento do Extremo Oriente e do Ártico, Alexey Chekunkov, à agência Tass.
O movimento não envolve apenas os chineses.
Índia, Coreia do Sul, países do Sudeste Asiático e Emirados Árabes Unidos também demonstram interesse crescente pela passagem , enquanto empresas estudam a possibilidade de estabelecer operações regulares.
A procura ocorre em um momento de maior instabilidade nas grandes rotas marítimas.
Guerras, sanções e disputas comerciais aumentaram a preocupação de governos e companhias com interrupções em corredores estratégicos.
Nesse cenário, o Ártico passou a ser visto como uma alternativa capaz de diversificar caminhos entre centros produtores e consumidores , reduzindo a dependência de poucas passagens marítimas.
A China é hoje o principal país de fora da região a apostar no crescimento do corredor.
A meta para 2030 indica que Pequim pretende ir além de viagens ocasionais e incorporar a rota de forma mais permanente às suas cadeias logísticas.
Para a Rússia, o interesse estrangeiro também abre espaço para investimentos em portos, transporte e infraestrutura no Extremo Oriente e nas áreas árticas.
Moscou tenta ainda ampliar o número de usuários da rota e evitar que sua internacionalização dependa exclusivamente da China.
A entrada de países como Índia e Emirados Árabes reforça essa estratégia.
O Ártico, antes concentrado nas agendas das potências da própria região, começa a ganhar espaço no planejamento econômico de países localizados a milhares de quilômetros dali.
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