Boom dos data centers abre nova avenida de negócios para a Libraport
Antes de virar inteligência artificial, nuvem ou capacidade de processamento, o bilionário mercado de data centers precisa passar por uma etapa bem menos glamourosa: a alfândega.
Servidores, racks e uma montanha de equipamentos de alta tecnologia precisam desembarcar no Brasil para abastecer os projetos que se espalham pelo país.
É justamente nesse pedaço da engrenagem que a Libraport, em Campinas, começou a sentir no caixa a dimensão da corrida pela infraestrutura digital.
No primeiro semestre deste ano, passaram pela empresa 520 milhões de dólares em cargas destinadas a projetos de data centers.
O valor é 35,8% superior aos 383 milhões de dólares registrados durante todo o ano de 2025.
Mantido o ritmo dos primeiros seis meses, a movimentação desse segmento poderá romper a barreira de 1 bilhão de dólares em 2026.
O salto da Libraport não acontece no vazio.
O Brasil atravessa o maior ciclo de expansão de data centers de sua história.
Segundo a JLL, 106 MW de nova capacidade foram entregues apenas no primeiro semestre e outros 134 MW deverão entrar em operação até dezembro.
Os projetos previstos para este ano representam aproximadamente 8 bilhões de dólares em investimentos.
A vacância dos data centers brasileiros está em apenas 4%, enquanto 56% do estoque ainda em construção já foi contratado.
Desde 2012, o mercado cresceu seis vezes e avança, em média, 15% ao ano.
É essa combinação que ajuda a explicar por que um negócio aparentemente distante do universo da tecnologia começou a ser empurrado pela mesma onda da inteligência artificial.
A Libraport é um Centro Logístico Industrial Aduaneiro, o chamado CLIA, instalado em Campinas e especializado na movimentação de cargas internacionais.
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