Gustavo Gayer dirigia bêbado em acidente que causou a morte de três pessoas; entenda a acusação
O deputado federal Gustavo Gayer (PL-GO) acumula uma série de controvérsias políticas e jurídicas.
Ele se tornou nacionalmente conhecido depois de uma operação da Polícia Federal (PF) que investigou suspeitas de desvio de recursos públicos por meio da cota parlamentar e de processos judiciais motivados por declarações ofensivas contra adversários políticos.
Gayer também foi denunciado pelo Ministério Público em dois episódios em que dirigia embriagado, um deles relacionado a um acidente de trânsito que deixou mortos e feridos.
O caso veio à tona quando ele se tornou réu em uma ação penal por injúria contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em abril deste ano.
O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) o condenou a indenizar a então ministra Gleisi Hoffmann e o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) por declarações consideradas misóginas pela Justiça.
Em março de 2025, Gayer provocou uma reação do presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (União-AP), após publicar mensagens ofensivas contra Gleisi Hoffmann, então ministra da Secretaria de Relações Institucionais do governo Lula.
Ele publicou em seu perfil na rede social X que Lula teria “oferecido Gleisi Hoffmann como um cafetão oferece sua funcionária em uma negociação entre gangues”.
O comentário se referia a uma fala anterior de Lula, que disse ter escolhido Gleisi para melhorar a articulação política com o Congresso por ser uma “mulher bonita”.
Mas os ataques de Gayer subiram o tom e prosseguiram: em outra postagem, ele questionou o então namorado da ministra, o deputado Lindbergh Farias, sobre a “oferta” mencionada, e ainda citou Alcolumbre e Hugo Motta (Republicanos-PB), o presidente da Câmara dos Deputados, insinuando uma relação de cunho sexual entre eles e a ministra.
Alcolumbre apresentou uma representação contra Gayer ao Conselho de Ética da Câmara por quebra de decoro parlamentar.
O caso também teve um desdobramento judicial, e o TJDFT condenou Gayer a pagar R$ 20 mil em indenização a Gleisi e Lindbergh por declarações consideradas misóginas.
O acidente e as denúncias por embriaguez ao volante Com a repercussão nacional da controvérsia, outro caso do histórico criminal de Gayer veio à tona: um acidente de trânsito em que se envolveu em 2000 e que terminou com mortes e lesões graves entre as vítimas.
Na ocasião, Gayer dirigia um Chevrolet Corsa vermelho que colidiu com um ônibus da empresa Transbrasiliana em Rialma, no interior de Goiás.
A denúncia do Ministério Público cita que o acidente aconteceu por volta das duas horas da manhã, na Avenida Pedro Felinto Rego, trecho urbano da rodovia GO-480.
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