Tecnologia “lê” folhas para evitar erros que podem comprometer anos de plantio
Uma muda identificada de forma errada no viveiro pode ocupar grandes áreas antes que o problema seja percebido.
Até lá, a produção já terá consumido tempo, água, solo e outros recursos.
Em Mato Grosso do Sul, onde o cultivo de eucalipto e a produção de celulose ganharam escala, o prejuízo pode ser expressivo.
A Suzano mantém 457 mil hectares plantados no Estado.
Juntas, as fábricas de Três Lagoas e Ribas do Rio Pardo têm capacidade para produzir 5,8 milhões de toneladas de celulose por ano.
Para tentar evitar erros ainda no início do processo, pesquisadores da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) desenvolveram uma tecnologia capaz de identificar mudas pela forma como suas folhas reagem à luz.
Batizada de PlantSpec, a plataforma foi criada pelos pesquisadores Edson Antonio Batista e Jader Lucas Perez, da Faeng (Faculdade de Engenharias, Arquitetura e Urbanismo e Geografia).
Os dois também fundaram a Damine Tecnologia, startup acelerada pelo HUB Pime (Pantanal Inovação e Modelagem Empreendedora) da universidade.
A tecnologia ficou em segundo lugar no Desafio Pantanal Tech de Inovação de 2026.
“Em uma operação de milhões de mudas e extensas áreas de plantio, esse tipo de erro pode representar perdas econômicas muito relevantes para a indústria de papel e celulose”, afirmam os pesquisadores.
Como funciona - O equipamento analisa a maneira como a folha responde à luz.
Durante o teste, uma folha de eucalipto é colocada em um compartimento com iluminação controlada.
Parte da luz é absorvida e outra parte é refletida.
Essa resposta varia conforme as características físicas, químicas e biológicas da planta, formando uma espécie de assinatura própria.
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