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TRE-BA explica pedidos de prisão contra prefeito e secretário de Mobilidade de Salvador

A Tarde ·
TRE-BA explica pedidos de prisão contra prefeito e secretário de Mobilidade de Salvador

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), Maurício Kertzman Szporer, explicou, em entrevista coletiva após o fechamento das urnas neste domingo (25), as decisões tomadas pela Justiça Eleitoral diante do descumprimento das determinações sobre a oferta de transporte público em Salvador durante o segundo turno das eleições de 2026.Entre as medidas, estavam os pedidos de prisão do prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), e do secretário municipal de Mobilidade (Semob), Pablo Reis.

Segundo o magistrado, o pedido contra o prefeito foi indeferido por falta de provas cabais que demonstrassem sua responsabilidade no caso.

Já o pedido relacionado ao secretário foi deferido, diante dos elementos apresentados.“Em relação ao prefeito, foi indeferido, porque não se tinha elementos de uma prova cabal de uma responsabilidade, e foi deferido em relação ao secretário, que seria uma prisão em flagrante para solucionar o problema do poder de polícia no dia da eleição”, explicou Szporer.Pablo Reis está em Paris, na França, onde cumpre agenda a convite do governo francês.

Ele não foi preso em flagrante e informou que prestará os esclarecimentos necessários nesta segunda-feira (26).Caso será encaminhado ao Ministério PúblicoO presidente do TRE-BA afirmou que o descumprimento das determinações sobre a oferta de transporte deverá ser investigado, com a possibilidade de responsabilização dos envolvidos.

Segundo ele, o tribunal encaminhará o caso ao Ministério Público para a apuração regular dos fatos, assegurando o direito de defesa.“Todos os envolvidos nessa não disponibilização integral dos transportes seguramente serão objeto de todos os procedimentos judiciais de responsabilização”, declarou.

Impacto nas eleiçõesQuestionado sobre os possíveis efeitos da retenção de ônibus no resultado da votação, Szporer afirmou que é difícil mensurar o impacto da redução da oferta de transporte público sobre o comparecimento dos eleitores e os votos registrados.O magistrado destacou que a apuração de eventuais danos dependerá da análise dos fatos e dos procedimentos de investigação.

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