Vacina não é opinião: é proteção contra doenças que ainda ameaçam
Durante décadas, o Brasil foi reconhecido como uma referência mundial em vacinação.
Doenças que matavam, deixavam crianças com sequelas ou provocavam epidemias praticamente desapareceram do cotidiano graças a uma combinação poderosa: ciência, campanhas públicas e adesão da população.
A poliomielite talvez seja o exemplo mais emblemático.
Gerações inteiras cresceram sem conhecer de perto o drama de crianças condenadas a viver com paralisias.
Esse patrimônio, porém, começou a ser colocado em risco.
A pandemia de Covid-19 trouxe, além da tragédia sanitária, uma onda de desinformação e desconfiança em relação às vacinas.
O que deveria permanecer no terreno da ciência foi arrastado para disputas ideológicas, políticas e até partidárias.
Mentiras ganharam velocidade nas redes sociais e algo tão elementar quanto proteger uma criança contra uma doença passou, inexplicavelmente, a ser tratado por alguns como questão de opinião.
As consequências permanecem.
Neste sábado, o Dia D de Vacinação oferece mais uma oportunidade para recuperar coberturas vacinais e, principalmente, recuperar uma cultura que o Brasil nunca deveria ter perdido: vacina é cuidado, prevenção e responsabilidade coletiva.
Estão disponíveis imunizantes contra doenças como poliomielite, sarampo, caxumba, rubéola, hepatites A e B, meningites, febre amarela, gripe, Covid-19, HPV, dengue, tuberculose, difteria, tétano, coqueluche, varicela e rotavírus.
Basta observar essa lista para perceber o tamanho do absurdo que representa transformar vacinação em batalha ideológica.
Estamos falando de doenças reais.
Algumas podem matar.
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