IFIX está em “ponto muito bom de compra”, diz CEO da Hedge
O mercado de fundos imobiliários atravessou, em poucos meses, uma sequência de mudanças nas expectativas para os juros que alterou o desempenho da classe.
Depois de um primeiro trimestre de forte valorização, o IFIX devolveu parte dos ganhos e voltou a operar no campo negativo no acumulado do ano.
Para André Freitas , CEO da Hedge , esse movimento abriu uma janela de oportunidade para investidores que conseguem olhar além da volatilidade de curto prazo.
A mudança começou ainda no início do ano, diz Freitas, quando o mercado trabalhava com uma perspectiva mais agressiva de queda da Selic.
As projeções chegaram a apontar para uma taxa de 12% no fim de 2026, cenário que favoreceu ativos com alta sensibilidade aos juros, entre eles os fundos imobiliários.
“Fundos imobiliários normalmente têm uma correlação bastante alta com a variação dos juros, e essa correlação é inversa.
Então, juros que caem significam fundos imobiliários que sobem.
Esse foi o contexto do primeiro trimestre, que foi se desfazendo na medida em que se percebeu que os eventos geopolíticos poderiam ter efeitos mais persistentes sobre inflação e juros”, disse Freitas ao InfoMoney .
A Hedge é uma das gestoras que se destacaram na última edição da Premiação Outliers InfoMoney , ficando na segunda colocação da categoria Melhor FII Multiestratégia , com o HFOF11 .
A terceira edição será realizada no dia 28 de janeiro , no Teatro B32, na Faria Lima, em São Paulo (SP).
Na visão do CEO da Hedge, a pressão sobre os preços acabou alterando novamente as expectativas para a política monetária e reduzindo a perspectiva de cortes mais rápidos da Selic.
“À medida que foi se percebendo que a guerra não seria curta, aquela expectativa positiva foi se transformando.
Os preços do petróleo e alguns outros insumos começaram a abalar algumas cadeias produtivas.
Isso reflete em inflação e, quando a inflação sobe, muda o comportamento dos juros ou a expectativa de comportamento dos juros”, acrescenta.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.