Azzas: como foram as 48 horas anteriores ao aperto de mãos entre Birman e Jatahy
Após meses de tratativas, as negociações em busca de um acordo para redividir as marcas sob o Azzas 2154 entre Alexandre Birman, da Arezzo&Co, e Roberto Jatahy, do Grupo Soma, chegaram a um limite na última segunda-feira, um momento do tipo “ou vai, ou racha”.
Foi preciso uma convocação de assessores financeiros para colocar os dois em uma mesma mesa, com o objetivo de que tudo fosse “acertado às claras”, conta uma pessoa próxima às negociações.
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Reserva e Foxton ficarão sob o chapéu de Roberto Jatahy.
Empresas terão listagem separada na Bolsa Os empresários apertaram as mãos e selaram o acordo às 22h de terça-feira.
Menos de 12 horas depois, a estrutura da reorganização societária do maior conglomerado de moda do Brasil foi anunciada pouco antes da abertura do mercado.
Foram “48 horas de intensidade máxima”.
Nesse processo, o bloco de controle da família Birman teve o BTG Pactual como assessor financeiro e o Spinelli Advogados na frente legal, enquanto o de Jatahy contou com o G5 Partners e o BMA, respectivamente.
O fechamento da fusão de Arezzo&Co e Soma aconteceu em agosto de 2024.
Em abril do ano seguinte, o divórcio iminente entre os dois empresários veio a público, devido a diferenças “irreconciliáveis”, fazendo as ações da companhia tombarem.
Em meados de 2025, um “acordo de paz” chegou a ser selado, com mudanças na alta governança do Azzas e o engavetamento do acordo de acionistas que teria travado a evolução da fusão, que prometia escalar os resultados da companhia.
Não durou muito.
Neste ano, a disputa cresceu com a abertura de um procedimento arbitral e medida cautelar na Justiça.
Com isso, o primeiro desafio para avançar nas negociações que levaram ao acordo de divórcio do Azzas 2154, revela essa fonte, foi fazer com que os empresários, que não sentavam juntos à mesa para falar sobre as diferentes visões que têm dos negócios há cerca de dois anos, dialogassem para construir uma solução.
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