Suco de picles: Por que o McDonald’s distribuirá “iguaria” na Maratona de Chicago
Quem for correr a Maratona de Chicago no próximo domingo (11) poderá receber do McDonald’s uma garrafinha de suco de picles.
Sim, suco de picles.
Batizada de “Pickle Boost”, a ação distribuirá até duas unidades de cerca de 60ml por pessoa em cinco restaurantes ao longo do percurso da prova e ainda em um posto no Lakefront Trail nesta sexta-feira (9), voltado a quem estará fazendo um último treino leve antes do evento.
A marca diz que a bebida tem sódio e promete ajudar contra cãibras.
Para além do possível efeito do produto, porém, a ação chama atenção pela excentricidade e também pela praticidade.
Garrafinha de aproximadamente 60ml será distribuída pelo McDonald’s na Maratona de Chicago – Reprodução Um ingrediente que já estava nas lojas A estratégia parte de algo que o McDonald’s já tem, pegando um ingrediente conhecido e o apresentando de outra forma para um público específico: o corredor.
Isso reduz a necessidade de criar uma linha ou um produto novo e ajuda a manter o custo da ação bem baixo.
Vale destacar, porém, que, por enquanto, o Pickle Boost ficará restrito a Chicago e é tratado como uma ativação pontual, sem previsão de venda nacional.
Presença sem pagar cota O McDonald’s também não patrocina a prova, que tem o Bank of America como dono do “title sponsor” e a Nike como fornecedora oficial de vestuário.
A marca consegue entrar no evento usando a própria rede, com cerca de 400 restaurantes na região de Chicago e vários deles no trajeto da maratona.
Para dimensionar o tamanho da prova, que é uma das mais tradicionais do mundo, fazendo parte da lista das famosas Majors, a Maratona de Chicago movimentou US$ 756 milhões na economia local em 2025 e reuniu cerca de 1,7 milhão de espectadores, formando um público grande e concentrado que a rede de fast-food consegue alcançar sem sequer precisar comprar uma cota de patrocínio.
McDonald’s aproveitará lojas no trajeto e distribuirá o produto em cinco pontos do percurso da maratona – Reprodução Fast-food em queda A ação aparece em um momento em que o fast-food norte-americano tenta lidar com a queda no fluxo de clientes.
O tráfego caiu 1,2% no primeiro e no segundo trimestres deste ano, movimento ainda mais forte entre os jovens.
Segundo a McKinsey, o crescimento do gasto da Geração Z em “restaurantes de serviço limitado”, categoria que inclui o fast-food, desacelerou 19 pontos em dois anos, quase o dobro das outras gerações.
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