FGC pagou R$ 40,2 bilhões a investidores ligados ao Master no 1º semestre
O FGC (Fundo Garantidor de Créditos) pagou R$ 40,2 bilhões em garantias no primeiro semestre a clientes e investidores de instituições ligadas ao Banco Master.
FGC desembolsou R$ 50,4 bilhões para cerca de 2,2 milhões de credores no primeiro semestre. Os beneficiários estão divididos entre os clientes e investidores do conglomerado do Banco Master, incluindo Master Investimentos e Letsbank, o Will Bank e o Banco Pleno.
Maior parcela dos pagamentos foi direcionada aos credores do conglomerado do Banco Master. O valor de R$ 40,2 bilhões foi direcionado a 722 mil clientes e envolve, além do próprio Banco Master e do Master Investimentos, o Letsbank. Todas as instituições foram liquidadas pelo BC (Banco Central).
Outros valores foram direcionados aos clientes e investidores do Will Bank e do Banco Pleno. Para o Will Bank, os pagamentos são divididos entre os credores com valores acima de R$ 1.000, entre os quais 91% já conseguiram o reembolso. Entre aqueles com valores menores, apenas 21,24% conseguiram os pagamentos. No Banco Pleno, o total foi direcionado a 90,5% dos investidores.
Will Bank e o Banco Pleno também já estiveram ligados ao Banco Master. Apesar de aparecer na listagem do FGC como instituição independente, o Will Bank pertenceu ao conglomerado da instituição de Daniel Vorcaro . Já o Banco Pleno também fez parte do guarda-chuva do Master até ser negociado e vendido em 2025 para o banqueiro Augusto Ferreira Lima.
Os clientes do Will Bank com saldos de até R$ 1.000 seguem regras de atendimento específicas. O recebimento para quem usou plataformas de distribuição ou tinha saldo em contas de pagamento ocorre no próprio aplicativo do banco digital.
Mesmo com o volume de saídas, o patrimônio líquido do FGC subiu para R$ 125,1 bilhões. O fundo alcançou uma liquidez de R$ 115,9 bilhões, representando 2,02% dos depósitos elegíveis à garantia no Brasil.
Uma antecipação de R$ 32 bilhões em contribuições dos bancos associados fortaleceu o caixa. O Conselho de Administração do FGC autorizou a antecipação de 60 parcelas ordinárias, que foram pagas integralmente pelas instituições.
Carteira de investimentos do FGC gerou uma rentabilidade de R$ 9,2 bilhões de janeiro a junho. O superávit do fundo no período foi de R$ 1,8 bilhão, mesmo após deduzidas despesas operacionais de R$ 61 milhões.
Os depósitos elegíveis à garantia ordinária somaram R$ 5,74 trilhões em junho de 2026. Do total, R$ 2,74 trilhões (47,87%) contam com a proteção de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ em cada conglomerado.
A cobertura do FGC protege integralmente 99,63% das contas bancárias do Brasil. O sistema financeiro nacional soma 641 milhões de contas, das quais 639 milhões possuem saldo abaixo do limite regulamentar da garantia.
Os depósitos a prazo lideram a lista de investimentos elegíveis, com 60,13% de participação. A poupança aparece em segundo lugar, com 16,95%, seguida por letras de crédito imobiliário (9,39%) e letras de crédito do agronegócio (8%).
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.