Confira as ações que podem ganhar (ou perder) com o reajuste do Bolsa Família
O aumento de 15% do Bolsa Família pode produzir efeitos diferentes entre as ações de empresas ligadas ao consumo.
Supermercados, atacarejos e farmácias aparecem entre os potenciais beneficiados mais diretamente pelo dinheiro adicional nas mãos das famílias.
Já varejistas de roupas, móveis e eletrodomésticos podem ganhar com a melhora da renda, mas esbarram em outra variável importante: os juros.
O governo anunciou, ontem (17), que o piso do Bolsa Família passará de R$ 600 para R$ 691 a partir de outubro, enquanto o benefício médio subirá de R$ 675 para R$ 777.
Em setembro, o programa alcança 20 milhões de famílias.
A expectativa é que uma parcela relevante desse dinheiro volte rapidamente para a economia.
Famílias de menor renda destinam uma fatia maior do orçamento às necessidades imediatas e têm menor capacidade de poupança, o que tende a fazer com que uma renda adicional apareça primeiro no consumo de itens básicos.
“O dinheiro não precisa descobrir onde gastar.
A lista de compras normalmente já estava esperando por ele”, resume Olívia Flôres de Brás, CEO da Magno Investimentos.
É por isso que supermercados e atacarejos aparecem na primeira linha dos potenciais beneficiados.
Brás cita Assaí (ASAI3) e Grupo Mateus (GMAT3), empresas com exposição relevante ao consumidor de menor renda, destacadas também por Igor Monteiro, CEO da EqSeed.
Farmácias também entram nessa primeira camada.
Monteiro cita especialmente a Pague Menos (PGMN3), pela presença entre consumidores de menor renda e pelo caráter menos discricionário dos medicamentos.
Willian Andrade, sócio-fundador e diretor de investimentos da Kaya Asset, acrescenta fabricantes de alimentos e produtos de higiene aos segmentos que podem sentir mais rapidamente o aumento do consumo.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em valorinveste.globo.com — o conteúdo pertence a Valor Investe.