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Moda: maison Saint Laurent se prepara para um novo capítulo após a saída de Anthony Vaccarello

RFI Brasil ·
Moda: maison Saint Laurent se prepara para um novo capítulo após a saída de Anthony Vaccarello

Anthony Vaccarello deixa a direção criativa da Saint Laurent após uma década à frente da grife de luxo. O grupo Kering, proprietário da marca, agradeceu a colaboração do estilista, mas não deu pistas sobre quem poderá substituí-lo. Nos bastidores, circulam rumores de que Chemena Kamali, atual diretora artística da Chloé, poderia assumir o cargo. A mudança ocorre em um momento de transformações dentro do grupo, que prevê ajustes estratégicos em sua organização.

O desfile de 29 de setembro, realizado diante da Torre Eiffel, já tinha ares de despedida. Depois de apresentar uma coleção marcada por looks dourados e pela emocionante participação de Charlotte Gainsbourg, que cantou no meio das modelos, Anthony Vaccarello deu uma chave ao filho Luca diante das câmeras. Como se estivesse entregando as chaves de uma das casas de moda mais famosas do mundo.

Nascido na Bélgica, filho de pais italianos, Vaccarello passou pela Fendi, lançou sua própria marca em 2009 e foi nomeado diretor artístico da Saint Laurent em abril de 2016. Na época, assumiu o lugar de Hedi Slimane, estilista conhecido por deixar sua marca por onde passa. Ainda assim, o belga conseguiu, aos poucos, se impor e construir uma moda que conciliava sua identidade criativa com o legado da empresa fundada por Yves Saint Laurent e Pierre Bergé em 1961.

Vaccarello também teve um papel importante nas colaborações recentes da maison com o cinema. Desde sua chegada à Saint Laurent, a marca coproduziu diversos filmes, incluindo três longas selecionados para a competição oficial do Festival de Cannes em 2024, entre eles Emilia Pérez , de Jacques Audiard , que concorreu com Ainda Estou Aqui ao Oscar no ano passado.

“Durante sua direção criativa, Anthony colocou a Saint Laurent em uma trajetória notável, elevando a maison a um dos mais altos patamares de desejo e de imagem, ao mesmo tempo em que realizou um trabalho excepcional, tanto no plano criativo quanto por seu impacto cultural”, declarou, em comunicado, Cédric Charbit, CEO da Yves Saint Laurent. Do ponto de vista econômico, o faturamento da Saint Laurent quase triplicou sob a direção de Vaccarello, passando de pouco mais de € 1 bilhão em 2016 para € 3,2 bilhões em 2023, impulsionado especialmente pelo crescimento da linha masculina.

No entanto, a marca, assim como boa parte dos setores da moda e do luxo, também vinha enfrentando um período de estagnação nos últimos anos. E a saída de Vaccarello, confirmada nesta sexta-feira (9), não chega a ser uma surpresa. Há meses circula nos corredores da moda parisiense a informação de que seu nome seria o próximo na dança das cadeiras que vem remodelando a indústria desde o ano passado.

A mudança acontece também em um momento particular para o grupo Kering. O conglomerado, dono de marcas como Gucci, Balenciaga, Bottega Veneta e Alexander McQueen, passou por uma troca de comando há um ano, com a chegada de Luca de Meo à presidência.

Ex-CEO do grupo Renault, o italiano assumiu o cargo em meio à desaceleração dos resultados da companhia. A Gucci, locomotiva da Kering durante anos, sobretudo sob a direção de Alessandro Michele, viu seu desempenho cair.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rfi.fr — o conteúdo pertence a RFI Brasil.

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