SP bloqueia R$ 34 milhões em operação contra roubo de alianças de ouro
A Polícia Civil de São Paulo realiza hoje uma operação contra uma rede suspeita de roubar alianças e outras joias de ouro.
A ação cumpre quatro mandados de prisão e 28 de busca e apreensão. Os agentes estão em diversos bairros da capital paulista e também em Guarulhos, na Grande São Paulo.
Um dos locais fiscalizados hoje é o "círculo de fogo", no centro. Nele, a polícia diz que foram identificadas empresas responsáveis por comprar as peças roubadas para derreter e vender na sequência.
A Justiça determinou o bloqueio de 13 contas bancárias, que somam R$ 34.682.364,90. Também foram determinadas medidas de sequestro de bens que atingem sete veículos e um imóvel, informou o Deic (Departamento ou Diretoria Estadual de Investigações Criminais) ao UOL.
Trata-se da segunda fase da Operação Ouro Reverso. Investigadores dizem que o objetivo é desarticular o restante dos envolvidos na organização criminosa, com a ajuda de equipes de auditores fiscais da Secretaria da Fazenda e Planejamento do estado de São Paulo e avaliadores da Caixa Econômica Federal.
A primeira fase, em meio, prendeu o principal negociador de objetos roubados, Rony Gonçalves. Ele era integrante do esquema comandado pela Suedna Barbosa Carneiro , a Mainha do Ouro. Ela é apontada como financiadora de crimes de roubo como o que vitimou o ciclista Victor Medrado , que pedalava em frente ao Parque do Povo.
As joias recuperadas naquela época ficaram à disposição dos donos. Na delegacia, era solicitado detalhes que comprovassem o bem material, como uma foto, documento ou o boletim de ocorrência do roubo. Após o reconhecimento, o material passava por perícia e era devolvido ao proprietário.
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