Procurador da Califórnia acusa Paramount de vazar informações e cancela reunião sobre compra da Warner
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O procurador-geral da Califórnia , Rob Bonta, cancelou no domingo (23) uma reunião com representantes da Paramount marcada para esta segunda (24). Em declaração feita ao The Times, ele acusa a Paramount de vazar detalhes de uma reunião relacionada à ação movida pelo estado americano contra a compra da Warner Bros Discovery.
Um possível acordo no processo seria discutido no encontro desmarcado por Bonta.
"A Paramount não apenas vazou o suposto teor das conversas sobre um acordo, como também deturpou essas conversas, demonstrando falta de boa-fé", afirmou Bonta na declaração. "Assim que a Paramount parar de fazer joguinhos e passar a dialogar com sinceridade, meu gabinete terá prazer em voltar a se reunir."
A Paramount não comentou o cancelamento até a manhã desta segunda-feira.
O encontro desta segunda seria preliminar, sem garantia de acordo. Ainda assim, a possibilidade de os dois lados começarem a avançar rumo a um entendimento foi vista como progresso. Após a Paramount ameaçar deixar a Califórnia, o governador Gavin Newsom manifestou preferência por resolver o caso por meio de um acordo.
Caso seja concluída, a compra da Warner Bros. pela Paramount, avaliada em US$ 111 bilhões (R$ 570,3 bilhões na cotação atual) criaria uma gigante da mídia, reunindo dois grandes estúdios cinematográficos, vários serviços de streaming e os veículos de notícias CNN e CBS News. A empresa, sediada em Hollywood , seria uma grande empregadora em Los Angeles .
No mês passado, a Califórnia liderou um grupo de procuradores-gerais de 12 estados em uma ação para impedir o negócio, sob o argumento de que ele criaria uma empresa com poder de mercado desproporcional na televisão a cabo e entre os estúdios cinematográficos.
Bonta havia dito anteriormente que só estaria disposto a aceitar medidas estruturais para resolver a ação, o que normalmente significaria exigir que as empresas vendessem partes do negócio combinado. Executivos muitas vezes relutam em desmembrar partes de uma empresa recém-fundida porque já fizeram projeções financeiras com base nas operações conjuntas.
Com o julgamento marcado para março, os atrasos podem custar à empresa centenas de milhões de dólares em taxas que ela terá de começar a pagar aos acionistas da Warner Bros. caso o negócio não seja concluído até outubro.
A pressão política para que os dois lados cheguem a uma solução vem aumentando. Na semana passada, a prefeita de Los Angeles, Karen Bass, afirmou que as disputas em torno da fusão haviam paralisado produções e provocado perdas de empregos em Hollywood. Ela pediu uma "solução rápida e urgente" para a ação.
Xavier Becerra, candidato democrata ao governo da Califórnia, também disse neste mês que gostaria que a ação fosse resolvida por meio de um acordo.
Newsom, que está nos últimos meses de seu mandato como governador da Califórnia e avalia concorrer à Presidência em 2028, disse na sexta-feira que levava a sério a ameaça da Paramount de deixar o estado.
"Estou preocupado com o estado, com a nossa reputação", afirmou. "Quero ver Hollywood prosperar."
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.