MS responde por quase um quarto dos negócios de empresa de energia renovável
Em meio à forte expansão das fontes renováveis no país e aos desafios para o sistema elétrico diante do avanço da geração e das limitações de transmissão, a Casa dos Ventos mantém a proposta de investir, inicialmente, R$ 5,12 bilhões no Estado e começa a operar os negócios dos complexos solares Seriemas, em Paranaíba, e Rio Brilhante, próximo à divisa com Nova Alvorada do Sul.
Os dois complexos solares somam 891 MW de potência renovável instalada, que juntos, receberam investimentos de R$ 3 bilhões, sendo R$ 1,4 bilhão e R$ 1,6 bilhão, respectivamente.
O montante total contempla ainda um terceiro ativo, mais robusto no Estado, o Complexo Solar, em Paraíso, em fase de construção desde abril deste ano, com capacidade instalada prevista de 640 MW e que deve entrar em operação em 2027.
Na ponta do lápis, esse terceiro empreendimento deve receber investimentos de R$ 2,12 bilhões.
Com esse novo projeto, a capacidade instalada da empresa no Estado é estimada em 1.531 MW de potência renovável, consolidando o Estado como uma nova frente de crescimento da companhia.
Quando o Complexo Solar Paraíso entrar em operação, os três empreendimentos juntos elevarão a presença da Casa dos Ventos em Mato Grosso do Sul para 1,53 GW, equivalente a cerca de 24% dos 6,4 GW de projetos em operação e construção da companhia, uma das maiores geradoras de energia eólica e solar do País.
“A entrada em operação comercial desses projetos consolida um marco decisivo na expansão da energia limpa no Mato Grosso do Sul e acelera a transição energética nacional", afirma Thiago Rezende, diretor de Implantação e O&M da Casa dos Ventos.
Segundo o executivo, a Casa dos Ventos vem transformando o potencial de energia renovável do Estado "em um portfólio de grande escala", que impulsiona a descarbonização, fortalece a segurança energética e lidera a construção de um futuro sustentável e próspero para o Brasil.
Risco de curtailment Ele entende que o movimento reforça a aposta da companhia na expansão da geração limpa, ao mesmo tempo em que coloca "em evidência" o desafio de garantir que a energia produzida consiga ser escoada e aproveitada pelo sistema.
Nesse caso, a Casa dos Ventos não respondeu se tem identificado riscos de restrição de escoamento para seus projetos em Mato Grosso do Sul e se algum deles poderia sofrer cortes de geração.
A expansão acelerada das fontes solar e eólica no Brasil vem ampliando o desafio de compatibilizar a geração com a capacidade de transmissão, ampliando o risco de curtailment, quando usinas precisam reduzir ou interromper a produção por restrições no sistema.
Em Paranaíba, o projeto Seriemas ocupa uma área de 940 hectares, reunindo 889.200 módulos solares, e tem capacidade instalada de 400 MW.
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