TSE autoriza envio de forças federais para eleições em 5 estados
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) autorizou, nesta quinta-feira (27), o envio de forças federais nas eleições de 2026 em municípios de cinco estados: Ceará, Tocantins, Rio de Janeiro, Piauí e Acre.
O envio de tropas para garantir a normalidade do pleito é uma prática comum no sistema eleitoral brasileiro, com previsão na legislação desde 1965.
O pedido de auxílio foi feito pelas autoridades estaduais aos TREs (Tribunais Regionais Eleitorais), que avaliam as solicitações e encaminham a decisão ao TSE.
Entre os motivos citados pelos estados para justificar o apoio militar, estão preocupações com Zonas Eleitorais sensíveis a conflitos agrários, vulnerabilidade devido à proximidade de complexos prisionais e proteção a terras indígenas.
Outro fator decisivo é a escassez de viaturas com tração 4×4, necessárias para chegar a seções de difícil acesso, como aldeias, municípios distantes, áreas de fronteira e comunidades ribeirinhas.
O trabalho das Forças Armadas nas eleições ocorre em duas frentes distintas.
A primeira é operacional, prestando apoio logístico e garantindo a votação e a apuração nas localidades requisitadas pelo TSE.
A segunda é voltada à manutenção da ordem pública em locais onde a segurança exige suporte extra, o que ocorre por meio da GVA (Garantia de Votação e Apuração).
Na última eleição, em 2022, a Justiça Eleitoral contou com o auxílio dos militares em 11 estados, além do apoio no transporte de urnas eletrônicas e de equipes para áreas de difícil acesso.
À época, a CNN Brasil destacou que os militares atuaram em quatro frentes : apoio logístico, segurança, defesa aeroespacial e ações de defesa cibernética.
Além da atuação operacional, o ano de 2022 marcou a primeira participação das Forças Armadas como entidade fiscalizadora do sistema eletrônico de votação.
O Ministério da Defesa acompanhou etapas de auditoria previstas pelo TSE e, ao final do processo, encaminhou um relatório sobre a fiscalização das urnas.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.