Fundo de cultura para países do Sul Global será apresentado à Cúpula dos Líderes do Brics em setembro
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A proposta de criação de um Fundo de Cultura do Brics + será apresentada à 18ª Cúpula de Líderes do bloco, que acontecerá em 12 e 13 de setembro em Nova Déli , na Índia . O projeto foi aprovado na terça (18) durante o Fórum da Sociedade Civil do grupo e visa ampliar a cooperação cultural entre os países membros através de mecanismos de financiamento.
A iniciativa foi desenvolvida pelo diretor César Oiticica Filho, diretor artístico da Brics Arts Association, e pelo poeta Sérgio Cohn. Artistas, pesquisadores, instituições culturais e organizações de diferentes países contribuíram para a elaboração do documento.
A ideia é ampliar a circulação de artistas, obras, conhecimentos e bens culturais entre os países do Sul Global, criando redes próprias de produção e distribuição. Entre as ações listadas no documento estão a criação de uma rede de museus e instituições culturais, uma biblioteca digital e um programa de tradução e publicação para ampliar a circulação de livros entre os países.
O projeto também prevê uma Bienal de Artes dos Brics, um circuito internacional de festivais, programas de residência artística e uma plataforma de streaming dedicada a filmes, documentários, séries e animações produzidos pelos países integrantes. No audiovisual, a proposta inclui ainda uma companhia de distribuição cinematográfica, voltada à circulação comercial de filmes.
Segundo os formuladores, a iniciativa parte da avaliação de que os países do Sul Global têm grande diversidade e produção cultural, mas ainda enfrentam dificuldades para ampliar sua circulação internacional fora dos circuitos concentrados na Europa e na América do Norte. O fundo busca fortalecer o intercâmbio entre os próprios países do bloco.
"A cultura pode ser uma das principais pontes entre sociedades que, apesar de suas diferenças históricas e linguísticas, compartilham o desafio de construir novas formas de cooperação", afirma César Oiticica Filho em nota à coluna.
Entre as fontes de recursos previstas estão uma possível dotação do Novo Banco de Desenvolvimento, contribuições dos governos, além de aportes de fundações, empresas, organismos multilaterais, doações e receitas geradas pelos próprios projetos.
Além do intercâmbio cultural, o documento atribui ao fundo potencial para estimular atividades econômicas ligadas à cultura, como geração de empregos, inovação, turismo, desenvolvimento urbano e exportação de bens culturais.
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