Câncer de pulmão expõe a face mais cruel do tabagismo
O cigarro perdeu espaço na publicidade, deixou de ser símbolo de elegância e foi banido de boa parte dos ambientes fechados.
Mas continua fazendo aquilo que sempre fez: adoecendo e matando silenciosamente.
O câncer de pulmão está entre as consequências mais cruéis dessa dependência.
O Brasil registra cerca de 30 mil mortes anuais pela doença, e o tabagismo permanece como seu principal fator de risco.
O Instituto Nacional de Câncer (Inca) aponta que o cigarro está relacionado a cerca de 90% das mortes por câncer de pulmão.
São números grandes demais para serem tratados apenas como estatística.
Por trás deles existem pais, mães, filhos, amigos e famílias que acompanham tratamentos longos e dolorosos.
E existe um aspecto especialmente duro nessa realidade: boa parte dessas mortes está ligada a um fator que pode ser evitado.
Parar de fumar é difícil.
Continuar pode custar a vida.
A nicotina provoca dependência, e abandonar o cigarro não é simplesmente uma questão de força de vontade.
O próprio tabagismo é reconhecido como doença crônica.
Por isso, quem tenta deixar o vício e não consegue não deve desistir: deve procurar ajuda.
O SUS oferece gratuitamente tratamento para a dependência da nicotina.
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