O predador quase cego que vive enterrado, caça no escuro e consegue sobreviver onde poucos animais suportariam ficar
Os anfisbenídeos desenvolveram corpo, crânio e fisiologia especializados para uma existência quase inteiramente escondida debaixo da terra
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR À primeira vista, a cobra-de-duas-cabeças parece uma mistura de minhoca com serpente, mas ela pertence a um grupo próprio de répteis escavadores chamado Amphisbaenia. Seus olhos são extremamente reduzidos, o corpo foi moldado para atravessar o solo e a cabeça funciona quase como uma ferramenta de escavação. O mais curioso é que grande parte de sua vida acontece em um mundo subterrâneo que quase nunca vemos.
Os anfisbenídeos são animais fossoriais, ou seja, especializados em viver e se deslocar debaixo da terra. O corpo alongado, a ausência de membros na maioria das espécies e a cabeça compacta ajudam esses répteis a abrir túneis empurrando o solo. Algumas espécies apresentam crânios ainda mais especializados para diferentes formas de escavação.
Viver enterrado também cria vantagens. O solo apresenta variações menores de temperatura que a superfície, conserva mais umidade e oferece proteção contra muitos predadores. Porém, esse estilo de vida cobra um preço: cavar exige grande esforço muscular e os túneis podem apresentar condições respiratórias diferentes das encontradas ao ar livre.
Apesar do aspecto semelhante ao de uma minhoca, ela é um réptil equipado para capturar outros animais. A Amphisbaena alba , uma das espécies mais conhecidas no Brasil, possui dieta bastante variada. Estudos encontraram principalmente artrópodes, embora pequenos vertebrados também possam aparecer entre as presas.
O episódio “Worm Lizards: Undulating and Unknowable” reúne informações zoológicas e pesquisas sobre anfisbenídeos, mostrando como esses répteis pouco conhecidos se especializaram na vida subterrânea. O vídeo complementa a pauta porque ajuda a separar sua biologia real das lendas criadas pelo formato incomum do corpo.
Não completamente. Em muitos anfisbenídeos, os olhos são extremamente reduzidos e ficam cobertos ou parcialmente escondidos por estruturas externas, oferecendo uma visão muito limitada. Isso faz sentido para um animal que passa quase toda a vida dentro de túneis escuros, onde enxergar detalhes tem muito menos importância do que perceber outras informações do ambiente.
Por isso, “quase cego” é mais preciso do que afirmar que todos são totalmente cegos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.