Candidata ao governo de SP diz ter sido agredida pela GMC de Diadema
A candidata do partido Unidade Popular (UP) ao governo do estado de São Paulo, Vivian Mendes , diz ter sido agredida pela Guarda Civil Municipal (GCM) de Diadema, na Grande São Paulo, durante repressão a um ato por moradia popular no paço municipal.
A prefeitura alega, sem provas, que pessoas de um movimento ligado à UP depredaram o prédio.
Após questionamento da coluna, a gestão municipal enviou seis vídeos, que mostram os guardas tentando tirar os manifestantes do paço municipal de forma truculenta e os manifestantes reclamando exatamente disso.
Nenhuma das gravações mostra atos de vandalismo.
A confusão ocorreu após moradores da ocupação Palestina Livre e militantes da UP protestarem, dentro do paço, contra uma ordem judicial de desocupação de um antigo hospital onde eles vivem há cerca de um ano .
Eles dizem que o paço é um espaço público, sem catracas, e que apenas entraram lá como qualquer cidadão poderia fazer.
A versão da prefeitura de Diadema é que o grupo “invadiu” uma área restrita do prédio, que fica fechada por uma porta de vidro, seguindo em direção ao gabinete do prefeito Taka Yamachi (MDB) , que havia viajado para fora do estado.
Já a UP diz que, enquanto as partes tentavam organizar uma mesa de negociação, a GCM chegou ao local utilizando gás de pimenta, impedindo o diálogo e colocando manifestantes e servidores em uma câmara de gás.
“Os manifestantes reforçam que estiveram o tempo todo no hall de entrada, em uma conversa de ambas as partes para selecionar os representantes para uma mesa de negociação.
Durante a conversa, a GCM entrou já agredindo os presentes com cassetetes e spray de pimenta.
A agressão resultou em um vidros quebrados pela própria GCM “, diz o partido.
Confusão teve vidro quebrado A prefeitura alega que o grupo entrou naquela área restrita do paço “de forma dissimulada, quando um dos integrantes solicitou uso do banheiro interno e, na sequência, franqueou o acesso aos demais manifestantes”.
“No local, o grupo promoveu tumulto, vandalizou a estrutura interna e quebrou vidros.
A GCM atuou prontamente para conter a invasão e retirar os ocupantes, sendo o prédio posteriormente isolado para resguardar os servidores e viabilizar os trabalhos da perícia técnica”, afirmou a gestão municipal.
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