‘Disseram que eu estava louco’: O meia que trocou o Real Madrid pela Ucrânia e começa a colher frutos
Bruno Iglesias vive os primeiros sinais de que a aposta na Ucrânia pode representar um novo ponto de partida na carreira.
Aos 23 anos, o meio-campista deixou o Real Madrid neste verão depois de 12 anos ligado à formação do clube espanhol e acertou com o Karpaty Lviv .
Pouco tempo depois, já marcou seu primeiro gol pela equipe e encontrou um cenário que dificilmente poderia ser melhor: três vitórias em três partidas, liderança compartilhada do Campeonato Ucraniano com o Shakhtar e a sensação de que seu novo projeto começou a ganhar forma.
A mudança para Lviv também representa uma ruptura importante na trajetória de Bruno.
Depois de passar praticamente toda a formação em Valdebebas, o jogador agora busca espaço e protagonismo longe do clube que marcou sua carreira até aqui.
O acordo com o Karpaty tem duração de duas temporadas (com opção de extensão por mais uma) e foi construído com participação decisiva de Fran Fernández , treinador espanhol que enxergou no meio-campista uma peça capaz de acrescentar qualidade ao projeto.
A escolha de trabalhar na Ucrânia, em um país que ainda vive cenário de guerra, gerou dúvidas entre pessoas próximas ao jovem.
“Disseram que eu estava louco”.
Ex-Real Madrid ganha espaço e marca pela primeira vez O espanhol já havia entrado em campo pelo Karpaty na estreia da liga, diante do Bukovyna .
O primeiro gol, entretanto, elevou a expectativa em torno de sua participação no time.
Mais do que o resultado individual, a chegada a Lviv oferece ao meio-campista a possibilidade de recuperar um papel de maior importância depois de uma longa passagem pelo Real Madrid, período em que também foi capitão da equipe na Youth League e chegou ao Castilla.
Na nova equipe, Bruno encontrou uma comissão técnica espanhola e companheiros compatriotas, fator que ajudou a diminuir as dificuldades naturais de uma mudança tão grande.
O jogador também deixou claro que pretende contribuir em diferentes funções no setor ofensivo, sem limitar sua atuação a uma única característica. — Acho que posso ser útil em todas essas áreas no terço final do campo.
Posso ajudar a equipe a criar chances, fazer passes, chutar e, claro, marcar gols.
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