Alice capta US$ 40M para ser healthtech AI-first
André Florence, cofundador e CEO da Alice | Foto: divulgação Chamar a Alice de healthtech de plano de saúde já não resume o que a empresa diz estar construindo.
A companhia quer ser lida como uma empresa de inteligência artificial que opera um plano, e acaba de levantar uma rodada para sustentar essa mudança de posicionamento.
É uma Série D de US$ 40 milhões, liderada pelo IFC , o braço de investimentos do Banco Mundial.
Também entraram no deal o DEG , instituição financeira de desenvolvimento da Alemanha, e o FinnFund , a equivalente finlandesa.
Kaszek , ThornTree Capital e Canary , que já eram sócias, completam o cheque.
Em nota sobre a rodada, o cofundador e CEO André Florence destaca que a injeção de recursos prepara a Alice para se posicionar entre as principais empresas de saúde da próxima década, com IA construída na solução desde a base.
“Fizemos um esforço intencional e organizado para que a Alice se tornasse essa empresa”, afirma André.
Desde o começo do ano, 100% do código da Alice é desenvolvido por engenheiros usando agentes de IA: em vez de programar linha a linha, o time define a arquitetura e orquestra os agentes que escrevem.
Segundo a empresa, a produtividade do time mais que dobrou em 2026, sem nenhum incidente atribuído a código gerado por IA.
A mudança também se reflete na ponta do cliente.
Para os médicos, um copiloto clínico transforma a conversa com o paciente em rascunho de consulta, que o médico revisa e valida, devolvendo cerca de metade do tempo antes gasto com documentação.
Para os corretores, um sistema monta proposta a partir de documento em qualquer formato e corta até 90% do tempo médio de precificação.
A companhia diz que isso já rendeu ganhos: o custo operacional do atendimento caiu 18%, e o tempo de espera, 12,5%.
A Alice também afirma caminhar para um custo administrativo próximo de 2,0% da receita, contra uma média de mercado que ela estima entre 7,5% e 12%.
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