China identifica origem de 261 estrangeiros desaparecidos no Tibete
A China disse hoje (30) ter identificado a origem de 261 estrangeiros desaparecidos no Tibete após um deslizamento de terra na região do Himalaia que deixou centenas de vítimas na fronteira com o Nepal.
O deslizamento de terra na fronteira entre a China e o Nepal deixou 261 estrangeiros de 23 países desaparecidos. O governo chinês informou que a maior parte é do Nepal (104 pessoas), seguido por Índia (49), Letônia (33), Estados Unidos (18) e Reino Unido (15).
O número de mortes confirmadas na região do Tibete subiu para 16 pessoas no condado de Gyirong. No total, o lado chinês registra 546 desaparecidos desde o colapso de uma geleira na manhã do dia 26 de agosto.
No Nepal, o rastro de destruição é ainda maior, com pelo menos 675 mortos. A autoridade de gestão de desastres do país vizinho informou que há 2.498 desaparecidos e mais de 7,5 mil pessoas resgatadas de áreas de risco.
As equipes de resgate enfrentam riscos de novas inundações na região. A polícia informou à agência Reuters que moradores e socorristas buscaram áreas mais altas após a rápida subida do nível da água no rio Trishuli.
Cientistas chineses apontam que o desastre foi causado pela instabilidade das geleiras sob o efeito do aquecimento global. A emissora estatal CCTV afirmou que este cenário é um alerta para novos riscos na região do planalto tibetano.
O deslizamento de lama vindo do lado nepalês levou de seis a sete minutos para atingir Gyirong. Imagens de segurança mostraram torrentes de água e destroços engolindo prédios enquanto moradores tentavam fugir do local.
O chanceler chinês Wang Yi classificou o episódio como o desastre transfronteiriço mais grave dos últimos anos. Em conversa com o ministro das Relações Exteriores do Nepal, ele destacou que as buscas enfrentam dificuldades sem precedentes.
O governo da China mobilizou mais de 2.100 socorristas para atuar na área afetada. Pequim também destinou 220 milhões de yuans (cerca de US$ 32,7 milhões) para apoiar os trabalhos de emergência e enviou especialistas ao Nepal.
A Cruz Vermelha estima que mais de 90 mil pessoas tenham sido afetadas pelo desastre. Os dois países trabalham juntos na identificação de vítimas e no fortalecimento de ações contra as mudanças climáticas.
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