TRE rejeita denúncia contra Crivella no caso do 'QG da Propina'
O TRE (Tribunal Regional Eleitoral) rejeitou, por 4 votos a 3, a denúncia contra o deputado federal Marcelo Crivella (Republicanos) no caso "QG da Propina", que apurava um suposto esquema de pagamento de propina e desvio de recursos em sua gestão na prefeitura do Rio de Janeiro. Crivella é candidato ao Senado.
O julgamento terminou nesta quinta-feira (27), após empate em 3 a 3. O presidente do tribunal, desembargador Cláudio Mello Tavares, deu o voto de desempate após pedir vista do processo.
Mello Tavares entendeu que a investigação não reuniu indícios suficientes para atribuir um crime a Crivella. A denúncia havia sido apresentada pelo Ministério Público após apuração sobre supostas fraudes em licitações municipais.
O TSE (Tribunal Superior Eleitoral já havia liberado Crivella para disputar o Senado na semana passada. Por 4 votos a 3, o tribunal suspendeu os efeitos de uma condenação eleitoral que deixava o deputado inelegível por oito anos. Crivella nega as acusações.
Crivella tem 6% das intenções de voto no Datafolha divulgado em 21 de agosto. Ele está tecnicamente empatado com Carlos Jordy (PL) e Carlos Portinho (PL), com 8% cada; Pedro Paulo (PSD) e Mônica Benício (PSOL), também com 6%; e Waguinho (Republicanos), com 3%. Benedita da Silva (PT) lidera, com 15%.
Segundo os promotores, o grupo usava empresas de fachada, notas fiscais frias e contratos fictícios para desviar recursos. O caso ficou conhecido como "QG da Propina".
O Ministério Público pediu a condenação dos acusados e a devolução de R$ 32 milhões aos cofres da prefeitura. Crivella chegou a ser preso em dezembro de 2020, mas foi solto em fevereiro de 2021, por decisão do STF.
O processo foi transferido para a Justiça Eleitoral em 2021. Inicialmente, o caso tramitava na Justiça comum do Rio.
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