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Venezuela considera saída da Opep em meio a negociação com EUA por campos de petróleo

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Venezuela considera saída da Opep em meio a negociação com EUA por campos de petróleo

A Venezuela está avaliando a possibilidade de deixar a Opep, segundo pessoas familiarizadas com o assunto, o que representaria um novo golpe para o cartel petrolífero que o país ajudou a criar há mais de seis décadas.

A ideia de uma saída tem sido discutida em conversas com autoridades dos Estados Unidos, e nenhuma decisão final foi tomada até o momento, disseram algumas das fontes, que pediram anonimato por se tratar de informações privadas.

Uma eventual retirada da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) ressaltaria a ampla reconfiguração política em Caracas desde que o presidente dos EUA, Donald Trump, derrubou o antigo líder Nicolás Maduro e assumiu o controle das vendas de petróleo do país.

A crescente influência de Washington também se reflete nas negociações com líderes venezuelanos para que os Estados Unidos assumam uma participação significativa nos campos de petróleo do país, algo que seria impensável até dois anos atrás.

Negociadores dos dois países discutem essa proposta, segundo fontes.

Algumas delas afirmam que um dos modelos considerados prevê o arrendamento de diversos campos petrolíferos por um prazo de 100 anos.

Leia também Camex aprova prorrogação de imposto de exportação de petróleo As medidas conflitantes tornam incerto o futuro do imposto de 12%, que está ⁠sendo ‌contestado pelas petrolíferas Um porta-voz da Casa Branca não comentou imediatamente a possível saída da Opep.

O governo dos EUA também se recusou a comentar as negociações sobre os campos de petróleo, reveladas inicialmente pelo Axios.

O Ministério da Informação da Venezuela não respondeu aos pedidos de comentário.

Assumir participação nas reservas petrolíferas venezuelanas representaria uma intervenção quase sem precedentes dos EUA na economia de outro país.

Ao mesmo tempo, a medida está alinhada à chamada “Doutrina Donroe”, impulsionada por Trump para ampliar a influência americana no Hemisfério Ocidental.

Trump já descreveu a Venezuela como o “51º estado” dos EUA e afirmou que Washington controla o petróleo do país.

A iniciativa também reflete a postura mais intervencionista do governo Trump nos negócios.

Sua administração assumiu participações em empresas como Intel, MP Materials e Lithium Americas, além de buscar acesso a recursos naturais no exterior.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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