ACB celebra mudanças e elevação do teto do MEI para R$ 140 mil
A Associação Comercial da Bahia (ACB) celebrou a aprovação na Câmara dos Deputados do projeto de lei que amplia o limite de faturamento anual do Microempreendedor Individual (MEI) para R$ 140 mil até 2028.
De acordo com a entidade, a medida atende a uma reivindicação defendida pela Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil (CACB) junto ao Congresso Nacional.A proposta, aprovada nesta quarta-feira, 14, prevê a elevação progressiva do teto do MEI, atualmente em R$ 81 mil, para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028.
O texto também permite a contratação de até dois empregados e prevê medidas para regularização de débitos.
A matéria segue agora para análise do Senado Federal e até a conclusão do processo legislativo, permanecem em vigor as regras atuais.No entanto, para a ACB, a medida representa um avanço, mas deve fazer parte de uma agenda mais ampla de fortalecimento dos pequenos negócios, que contemple também a atualização dos limites do Simples Nacional, a redução da burocracia e a criação de condições efetivas para o crescimento das empresas.
Atualização dos MEIsSob a liderança da presidente Isabela Suarez, a ACB tem defendido a atualização dos limites do MEI e do Simples Nacional, como forma de acompanhar a realidade econômica e garantir condições para o crescimento dos pequenos negócios.Embora reconheça o avanço na ampliação do teto do MEI, a entidade alerta para a necessidade de avaliar o conjunto das medidas que afetam o setor produtivo, especialmente diante das mudanças previstas para a jornada de trabalho.“O aumento do teto do MEI atende a uma reivindicação antiga, mas precisamos olhar para essa equação como um todo.
De um lado, temos a perspectiva de ampliar o limite de faturamento dos pequenos negócios; de outro, mudanças nas regras de jornada de trabalho vão elevar os custos de operação.
Como o pequeno comerciante de bairro vai absorver esses custos e manter seu negócio funcionando?”, afirma Isabela Suarez.
Não podemos tomar decisões de forma isolada, sem avaliar seus impactos e discutir mecanismos que permitam às empresas se adaptar.
É preciso responsabilidade, diálogo com quem empreende e medidas que garantam condições reais para continuar gerando emprego e renda Isabela Suarez - Presidente da Associação Comercial da Bahia Impacto econômicoPara a ACB, o fortalecimento dos pequenos negócios exige uma agenda consistente, que contemple também a atualização do Simples Nacional, a simplificação de obrigações e a segurança jurídica.A entidade defende que decisões com impacto sobre a economia e o mercado de trabalho sejam conduzidas com planejamento, diálogo e avaliação de seus efeitos, visando a necessidade de garantir condições sustentáveis para quem empreende.
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