Entenda como funcionam os medicamentos genéricos e tire suas dúvidas
Os medicamentos genéricos ainda causam dúvida em parte da população quando se fala de sua eficácia e segurança, mesmo que já estejam no mercado farmacêutico desde 1999, quando foi sancionada a Lei nº 9.787 — a Lei dos Genéricos.
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Ao completar 20 anos de criação, o medicamento perde a patente e a versão genérica pode ser fabricada.
Para que o genérico seja aprovado para venda, ele precisa ter o mesmo princípio ativo, na mesma dose e forma farmacêutica.
Para isso, são realizados testes que comparam sua eficácia com a do referência.
A diretora científica da Medley, Jussara Barbutti, diz que entender as características dessa categoria de medicamentos ajuda a esclarecer dúvidas e ampliar a confiança do paciente na hora da compra.
“Os medicamentos genéricos atendem aos mesmos critérios de qualidade, eficácia e segurança exigidos para aqueles que têm uma marca impressa na caixinha.
Isso assegura que o genérico atue no organismo exatamente como o medicamento de referência”, explica.
Medicamentos genéricos no Brasil apresentam uma faixa em sua embalagem que os caracteriza Testes realizados nos medicamentos genéricos Entre os testes obrigatórios para os genéricos estão os de equivalência farmacêutica e bioequivalência.
Os medicamentos precisam atender aos critérios estabelecidos pela Anvisa, que são alinhados a guias internacionais.
O presidente-executivo da Associação Brasileira das Indústrias de Medicamentos Genéricos e Biossimilares (PróGenéricos), Tiago de Moraes Vicente, ressalta que primeiro são feitos testes de laboratório para verificar se o genérico apresenta características farmacêuticas equivalentes e depois os testes de bioequivalência.
“Esses estudos avaliam se o princípio ativo chega ao organismo em quantidade e velocidade comparáveis.
Só após atender aos critérios estabelecidos pela Anvisa, o medicamento pode ser registrado como genérico”, explica Vicente.
Jussara complementa que esses estudos são justamente a base científica que permite à agência reguladora reconhecer a intercambialidade entre o genérico e o de referência.
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