PF prende presidente de associação envolvido no roubo bilionário do INSS
O presidente da Confederação Nacional de Agricultores Familiares e Empreendedores Familiares Rurais, a Conafer, Carlos Roberto Ferreira Lopes , entregou-se na quarta-feira (12) na sede da Superintendência da Polícia Federal .
Fontes que acompanham o caso relatam que a prisão deve abrir caminho para uma negociação de delação premiada .
Leia Mais O que se sabe sobre o novo indiciamento do ex-presidente do INSS Entenda investigação sobre apostas que tem Nelson Wilians entre os alvos INSS paga aposentadorias e benefícios em agosto; veja calendário completo Carlos Lopes estava foragido e com mandado de prisão expedido pelo ministro André Mendonça relator do caso no STF (Supremo tribunal Federal) desde novembro de 2025.
O presidente da Conafer e a entidade são centrais nas investigações das fraudes do INSS , que apura descontos indevidos bilionários em benefícios de aposentados e pensionistas .
O presidente da entidade já havia sido indiciado pela PF no primeiro inquérito do caso junto com outras 47 pessoas .
No ano passado, Carlos Roberto Ferreira Lopes , foi preso em flagrante durante seu depoimento à CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) .
Na ocasião o senador Carlos Viana (PSD-MG), afirmou que o depoente mentiu durante a oitiva, desrespeitando o compromisso em falar a verdade.
De acordo com apuração da CNN , Lopes foi liberado após pagar fiança no valor de R$ 5 mil .
A Conafer é a entidade investigada que mais aumentou, em números absolutos, os descontos em aposentadorias e pensões do INSS entre os anos de 2019 e 2024.
Saltou de R$ 400 mil para R$ 277 milhões .
Segundo o relatório da PF que originou a operação que investiga o caso, aposentados e pensionistas que tiveram descontos em favor da instituição pagaram percentuais maiores que os registros de autorização .
Isso significa que, além de fazer possíveis descontos indevidos, as cobranças eram de 40% a 180% mais altas que o valor supostamente autorizado .
Em seis dos casos citados, os beneficiários citados teriam autorizado um desconto de R$ 28,24 por mês .
Entretanto, a investigação descobriu que o valor abatido era 180% mais alto: R$ 79,06 .
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