Cientistas criam Onlyfans para financiar longo estudo sobre marmotas
Desde 1962, pesquisadores acompanham as mudanças de vários aspectos de marmotas-de-barriga-amarela selvagens no Colorado, nos Estados Unidos.
Batizado de Rocky Mountain Biological Laboratory Marmot Project, o estudo é considerado um dos mais longevos do mundo e avalia ao longo do tempo como vai a reprodução, o desenvolvimento populacional, o comportamento, a fisiologia e a evolução dos bichos na região.
No entanto, o estudo de 64 anos teve problemas para continuar devido aos cortes de financiamento promovidos pelo governo do presidente norte-americano Donald Trump .
A solução? Criar o OnlyMarms, um perfil na plataforma OnlyFans que mostra a rotina das marmotas e não envolve conteúdo adulto.
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“Ele estava sozinho, observando a neve por algumas horas depois de assistir a muita TV e pensando em como poderíamos ganhar dinheiro.
De repente, ele disse: ‘Ah, talvez possamos fazer um OnlyFans, mas só com as marmotas.’ À noite, ele apresentou a ideia aos alunos, e eles adoraram”, conta Martin em entrevista ao portal IFL Science.
O perfil funcionou e deu um novo fôlego aos cofres do projeto.
O OnlyMarms conseguiu cerca de US$ 6 mil (pouco mais de R$ 30 mil, na cotação atual), dos quais a plataforma fica com aproximadamente 20% .
Apesar de ter ajudado, o valor não foi suficiente para manter o estudo, que tem um custo estimado em US$ 100 mil por ano (cerca de R$ 515 mil).
No entanto, o OnlyMarms fez sucesso e chamou a atenção nas redes, o que rendeu uma ajuda financeira de um grupo anônimo de negociadores de criptomoedas.
Eles criaram a criptomoeda $OnlyMarms e, por meio de taxas cobradas a cada transação feita com a moeda, foram arrecadados e doados ao projeto ao menos US$ 120 mil (cerca de R$ 618 mil).
Os valores recebidos garantem a continuidade do projeto por pelo menos mais um ano.
No entanto, os pesquisadores afirmam que ainda necessitam de fontes de financiamento mais estáveis para manter o estudo a longo prazo.
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