Safra recorde incentiva investimentos em infraestrutura portuária no Brasil
A produção brasileira de grãos deve alcançar 361,7 milhões de toneladas na safra 2025/2026, o maior volume da série histórica.
A estimativa, divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), representa crescimento de 2,6% em relação ao ciclo anterior.
O novo recorde reforça a força do agronegócio brasileiro e, ao mesmo tempo, abre uma oportunidade para que o país avance em outra frente estratégica: a modernização e expansão da infraestrutura necessária para armazenar, transportar e exportar volumes cada vez maiores.
Saiba as últimas notícias de Curitiba e Paraná: entre na comunidade do Bem Paraná Para Marcos Borin, fundador e CEO da CTC Infra, empresa brasileira de engenharia e construção especializada em empreendimentos de alta complexidade, o crescimento contínuo da produção pode funcionar como um importante indutor de novos investimentos em infraestrutura.
“Temos um agronegócio extremamente competitivo, que continua aumentando sua produtividade e alcançando novos recordes.
Isso cria uma oportunidade muito positiva para o país: fazer com que a infraestrutura acompanhe essa evolução.
Quanto mais eficientes forem nossos portos e corredores logísticos, maior será nossa capacidade de transformar crescimento da produção em competitividade, geração de negócios e presença brasileira no mercado internacional”, afirma.
O país já possui uma carteira relevante de projetos no setor.
Para 2026, o Governo Federal projetou a realização de 21 licitações portuárias, entre 17 arrendamentos e quatro concessões, com potencial para mobilizar R$ 5,91 bilhões em investimentos.
Os projetos fazem parte de um conjunto de 50 empreendimentos programados para o período entre 2024 e 2026, com investimentos estimados em R$ 18,2 bilhões.
O primeiro bloco de leilões realizado neste ano contemplou três terminais, com pouco mais de R$ 226 milhões em investimentos previstos.
Entre eles está o MCP01, no Porto de Santana, no Amapá, destinado à movimentação de granéis sólidos vegetais e com previsão de R$ 150,2 milhões em investimentos ao longo dos 25 anos de arrendamento.
Para Borin, a existência de uma carteira relevante de projetos demonstra que o país já reconhece a necessidade de ampliar sua infraestrutura.
O próximo passo é criar condições para que os investimentos planejados avancem de forma eficiente da licitação para os projetos e, posteriormente, para as obras.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.