Coceira na região íntima: perigos da automedicação e a importância do diagnóstico precoce
A candidíase é uma infecção ginecológica muito conhecida pelas mulheres. O problema costuma ser bastante comum durante o nosso inverno.
Cerca de 39% das brasileiras terão ao menos um episódio. Os dados oficiais são do próprio Ministério da Saúde .
Por isso, muitas mulheres recorrem à automedicação quando a coceira surge. Usar pomadas sem receita médica traz graves riscos à saúde.
"Nem toda coceira é sinal de candidíase" , explica a ginecologista da Clínica Terra Cardial, Dra. Marcia Terra Cardial .
O uso inadequado de remédios pode esconder outras doenças perigosas. A prática também "pode favorecer a resistência aos antifúngicos" , destaca a médica. O consumo excessivo de açúcar também prejudica a saúde íntima da mulher.
Doenças inflamatórias crônicas também provocam muita coceira na região genital. O Líquen Escleroso Vulvar (LEV) é uma dessas perigosas condições.
Ele afeta principalmente a vulva de mulheres após a menopausa. No entanto, o problema pode surgir em qualquer faixa etária.
Os primeiros sinais incluem uma incômoda coceira persistente e ardor. A paciente pode notar pequenas feridas na sua região íntima.
A pele íntima pode ficar "esbranquiçada, ressecada e perder sua elasticidade" , esclarece. Se não for tratada, a doença causa dolorosas cicatrizes locais.
Isso gera dor nas relações sexuais e dificuldade para urinar. A doença afeta diretamente a qualidade de vida da mulher.
O acompanhamento médico regular é fundamental para a saúde feminina . Uma biópsia da pele pode ser necessária para o diagnóstico.
A doença inflamatória crônica não tem uma cura definitiva conhecida. Porém, o tratamento "é bastante eficaz para controlar os sintomas" , afirma Dra. Marcia.
Medicamentos à base de corticoides costumam ser usados com sucesso. "Não há motivo para alarme" , tranquiliza a médica sobre isso.
Mas, uma coceira persistente nunca deve ser ignorada. O diagnóstico precoce faz total diferença para a sua recuperação.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.terra.com.br — o conteúdo pertence a Terra.