segunda-feira, 17 de agosto de 2026 📬 Resumo no TelegramPortaisSobre🌓
🇧🇷 BR ▾
ÚLTIMAS
Economia

Durigan não virou voto, mas acalmou parte da Faria Lima

UOL Economia ·
Durigan não virou voto, mas acalmou parte da Faria Lima

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, conseguiu convencer alguns representantes do mercado financeiro de sua boa intenção para tentar gerar superávit fiscal — embora as medidas adotadas pelo governo para conter a escalada do gasto público sejam vistas como insuficientes. Em um encontro fechado, nesta segunda-feira, 17, com gestores e banqueiros em São Paulo, Durigan não virou votos, mas passou confiança ao expressar de forma categórica que melhorar o resultado fiscal é a prioridade de sua pasta.

Durigan falou por cerca de 15 minutos e depois respondeu a perguntas de uma plateia formada por cerca de 30 banqueiros e gestores, entre eles os CEOs do Citi, do Bank of America, do BNP Paribas, do Banco ABC, do BR Partners e da B3. As perguntas foram em tom cordial, sem confrontos, de acordo com o relato de um dos participantes.

"Ele tranquilizou as pessoas de que não tem um maluco na Fazenda. Mas não convenceu de que as medidas adotadas serão suficientes. Para causar uma mudança de sentimento em um cenário que está se deteriorando bastante, com muitas empresas entrando em recuperação judicial, vai ser preciso algum elemento novo na área fiscal", disse uma fonte que participou do encontro.

Durigan afirmou que o governo está fazendo o possível para segurar o gasto primário (que não inclui pagamento de juros) diante do cenário eleitoral. Ele acrescentou, porém, que o problema fiscal também se deve aos juros altos.

De acordo com um dos presentes, o ministro causou boa impressão ao responder de forma ponderada sobre o impacto de promessas de campanha de reeleição do presidente Lula, como o transporte público gratuito em todo o país e a escala 6x1. Durigan defendeu a escala 5x2, mas se mostrou sensível ao pleito por medidas de transição para a sua implementação.

Sobre a tarifa zero no transporte — que poderia gerar um custo de R$ 60 bilhões a R$ 90 bilhões para o setor público, segundo estudos —, ele defendeu algum tipo de contrapartida. A proposta não chegou a entrar no programa de governo de Lula, mas vem sendo debatida entre políticos do PT.

Sem citar nomes, Durigan abordou à crise institucional instalada na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na esteira do caso Master. Disse ter preocupação com o futuro do país e, em particular, com instituições próximas a sua pasta, como a CVM.

De perfil mais técnico que seu antecessor, Fernando Haddad, Durigan ganhou apoio de participantes do encontro para a sua manutenção no cargo numa eventual vitória de Lula. "Muito melhor do que outros nomes como Mercadante", disse uma fonte, que defendeu ainda Haddad para a Casa Civil como forma de demonstrar o compromisso do governo com a pauta fiscal. Haddad é candidato ao governo de São Paulo e está em segundo lugar nas pesquisas, atrás do governador Tarcísio de Freitas, que busca a reeleição.

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

O autor da mensagem, e não o UOL, é o responsável pelo comentário. Leia as Regras de Uso do UOL.

Ler a notícia completa no UOL Economia ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em economia.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Economia.

Mais de UOL Economia

Ver tudo ›

Mais em Economia

Ver tudo ›