Sem Grand Slam e fora do top 10, João Fonseca faz 20 anos longe dos ‘ETs’
Enquanto muitos jovens de 20 anos ainda estão decidindo o que fazer da vida, João Fonseca completa essa idade hoje com o preço de ter despontado tão rapidamente no tênis mundial.
Com os holofotes voltados para ele desde então, viu a pressão aumentar dentro e fora de quadra, principalmente pelo peso de ser apontado como principal esperança da modalidade no país desde Gustavo Kuerten.
É verdade que o jovem tenista, atual número 26 do mundo, até tenta fugir, com razão, das comparações, mas, agora, com duas décadas de vida, já surgem questionamentos do tipo: afinal, superou, cumpriu ou está aquém das expectativas? Por mais que cada atleta tenha seu processo de amadurecimento, os principais astros do esporte guardam semelhanças, especialmente nos primeiros passos e feitos da carreira.
Não é diferente no tênis.
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O espanhol foi o mais jovem entre eles a conquistar o primeiro Grand Slam, aos 19 anos, em Roland Garros, enquanto o sérvio veio logo atrás, aos 20, no Australian Open.
Já o suíço atingiu o feito com 21 anos, em Wimbledon.
Os três também já faziam parte do top 5.
Os dois atuais expoentes, Carlos Alcaraz e Jannik Sinner, também ganharam seus primeiros Majors nessa faixa etária.
O espanhol venceu o US Open aos 19 anos e se tornou o número 1 do mundo mais jovem da história.
Já o italiano ganhou o Australian Open aos 22.
Assim como o Big 3, ambos já ocupavam as primeiras posições do ranking.
Não foi o caso de Guga, que foi uma verdadeira zebra ao iniciar sua trilogia no saibro francês aos 20 anos, quando era apenas o número 66 da ATP.
Nada impede que João faça o mesmo no próximo US Open, mas dá para dizer que, ao menos por enquanto, seu início de carreira não está na mesma prateleira dos “extraterrestres”, o que não chega a ser um demérito.
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