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Aliado de Castro, Ruas se diz 'diferente do que se viu nos últimos 30 anos'

UOL Notícias ·
Aliado de Castro, Ruas se diz 'diferente do que se viu nos últimos 30 anos'

Próximo de ser anunciado como governador eleito do Rio de Janeiro, Douglas Ruas, 37 anos, afirmou hoje, no diretório estadual do PL, no centro da capital fluminense, que os eleitores escolheram no último domingo "o novo", "diferente daquilo que a gente viu nos últimos 30 anos".

Ruas foi secretário e era aliado do governador Cláudio Castro (PL). Na Alerj (Assembleia Legislativa do Rio), compunha o mesmo campo político de Rodrigo Bacellar (União), preso por suposto envolvimento com o CV (Comando Vermelho). Ele nega as acusações.

Ruas é filho de Capitão Nelson (PL), prefeito de São Gonçalo. Em 2008, no relatório final da CPI das Milícias da Alerj, o pai de Douglas Ruas foi citado como um dos líderes da milícia na região. Ele sempre negou as acusações.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) decidiu hoje, por 5 a 2, anular os votos ao negar o registro da candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos) na disputa para o governo do Rio. A corte definiu a retotalização dos votos, abrindo caminho para a vitória de Douglas Ruas, por ter tido com isso mais de 50% dos votos válidos.

No primeiro turno da eleição, Ruas recebeu 4.271.199 votos (49,27%) e Paes obteve 3.706.984 (42,76%) dos votos válidos. Na ocasião, Garotinho foi o terceiro colocado, com 274.411 votos (3,17%). O TRE-RJ (Tribunal Regional Eleitoral do Rio) marcou uma cerimônia para a retotalização dos votos para sábado (10), às 15h, no Palácio da Democracia, no centro da capital.

Após a decisão do TSE, Garotinho afirmou que "o crime e a corrupção venceram". "As instituições estaduais estão apodrecidas. Parte do Executivo, Legislativo, Judiciário, órgãos de controle, parte das polícias, grande parte das prefeituras e câmaras municipais", disse. Eduardo Paes (PSD) acusa Garotinho de ter se aliado a Ruas para definir o resultado da eleição.

Paes afirmou que vai recorrer da decisão do TSE no STF (Supremo Tribunal Federal). "A coligação entrará com pedido de medida cautelar para garantir a realização do segundo turno da eleição para governador do estado do Rio de Janeiro, conforme a vontade manifestada pela maioria dos eleitores fluminenses nas urnas no último domingo", diz a nota da campanha.

Douglas Ruas foi a terceira opção do campo político da direita para o Palácio da Guanabara. O ex-governador Cláudio Castro (PL) renunciou ao cargo em março deste ano, na véspera da retomada do julgamento no TSE que o condenou por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.

Ruas integrou a gestão Castro como secretário das Cidades, entre setembro de 2023 e março de 2026. Tentando desassociar sua imagem com a do ex-governador, desgastada, Ruas defendeu durante a campanha que seu elo com Castro foi estritamente institucional. Assim que o nome de Ruas foi oficializado como candidato, Castro pediu votos ao correligionário do PL.

Antes de Ruas, o nome mais forte para se candidatar era o de Rodrigo Bacellar (União), então presidente de Alerj (Assembleia Legislativa do Rio). Bacellar foi preso sob suspeita de vazamento de informações sigilosas, obstrução de justiça e conexões com esquemas de lavagem de dinheiro e organizações criminosas, como o CV (Comando Vermelho).

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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