China quer criar ‘fortalezas robóticas’ com drones para defender ilhas
Pesquisadores da Academia da Guarda Costeira da China e da Universidade Marítima de Dalian apresentaram uma proposta: transformar ilhas disputadas no Mar da China Meridional em “fortalezas robóticas autônomas”.
O projeto prevê a criação de uma rede integrada de drones aéreos, de superfície e submarinos.
O objetivo principal é proteger territórios insulares contra ataques de enxames de robôs inimigos sem depender de tropas humanas no local.
Como as ‘fortalezas robóticas’ chinesas funcionariam O estudo foi publicado na revista científica Command Control & Simulation e repercutido pelo South China Morning Post .
Os autores citam o conflito na Ucrânia para justificar a mudança estratégica.
Eles destacam que o uso de barcos autônomos de baixo custo, como o modelo Magura V5, expôs a vulnerabilidade de navios militares tradicionais contra ataques em massa de robôs.
A proposta organiza a vigilância do território em diferentes altitudes e profundidades – Imagem: Olhar Digital via Gemini Em regiões insulares (áreas de ilhas ou arquipélagos), o espaço reduzido cria pontos cegos de radar e dificulta o posicionamento de tropas.
Os pesquisadores chineses argumentam que os métodos tradicionais de defesa não conseguem responder com a velocidade e o custo-benefício necessários para conter enxames de drones.
A proposta organiza a vigilância do território em diferentes altitudes e profundidades.
Drones aéreos iriam cobrir grandes áreas no ar, barcos sem tripulação iriam vigiar pontos cegos em baixa altitude e robôs subaquáticos iriam monitorar os canais rasos e as encostas dos recifes.
O sistema usaria chips de inteligência artificial (IA) instalados em cada veículo autônomo para analisar os dados capturados.
Essa estrutura descentralizada permitiria que os drones tomassem decisões e continuassem operando mesmo em cenários de bloqueio de comunicação ou destruição parcial da rede.
A proposta de neutralização das ameaças é dividida em três anéis de proteção ao redor da ilha.
No anel externo, drones aéreos e aquáticos lançariam mísseis e torpedos; no anel intermediário, sistemas eletrônicos bloqueariam os sinais do inimigo; e no anel interno, robôs “suicidas” e unidades subaquáticas destruiriam os alvos restantes.
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