Quarto suspeito de envolvimento em espancamento no Rio se entrega à polícia
Quarto suspeito de envolvimento na morte de Cláudio Rafael Landeiro, espancado em Copacabana após ser confundido com um ladrão, se entregou agora à noite à polícia.
Ailton José da Silva é o segundo entregador envolvido no caso. Ele chegou à delegacia que investiga o caso por volta das 19h. Ele foi levado por policiais e entrou no local cabisbaixo e já algemado.
O segurança Jorge Luiz Ricardo Dias foi o primeiro a se entregar na 12ª DP (Copacabana) ainda pela manhã da quinta-feira. Já Davi se entregou na 53ª DP (Mesquita) no início da noite. Jorge teria abordado Cláudio na rua Barata Ribeiro, mas não há indícios de que tenha participado diretamente nas agressões. Davi, por sua vez, também realizou a abordagem e deu cerca de 30 pauladas na vítima.
Felipe Eduardo dos Santos Silva, 23, foi preso nesta tarde após se entregar. O jovem estava foragido desde ontem, quando a Justiça expediu mando de prisão temporária contra ele.
Bicicleta que homens suspeitavam ser roubada era de uma das irmãs de Cláudio, segundo a família. "Ele abordou meu irmão e supôs que ele era um ladrão, agrediu ele e deixou que outros homens o levassem para a rua Felipe de Oliveira, uma rua escura, para matá-lo", disse Fabiana Landeiro, uma das irmãs da vítima, em vídeo gravado e divulgado nas redes sociais.
Um vídeo obtido pelo UOL mostra Cláudio saindo de casa por volta das 22h26, de 11 de agosto, em posse da bicicleta. Após abrir o portão, ele sai empurrando o veículo . Ele vivia com a mãe e duas irmãs na residência em Botafogo, na zona sul.
Cláudio tinha transtornos psicológicos, contam os familiares. Ele fazia acompanhamento profissional. "Mesmo em meio a tantas dificuldades, eu sempre consegui enxergar a bondade e a vontade de viver que existia nele", disse uma prima dele em seu perfil social.
O homem morreu por traumatismo craniano e hemorragia interna. Ele chegou com costelas quebradas e vivo ao Hospital Municipal Miguel Couto, no bairro da Gávea, na zona sul do Rio, mas não resistiu.
A vítima era conhecida como "Bart" em Botafogo. Em seu LinkedIn, ele dizia ter sido assistente administrativo em meio período na Dataprev, vinculada ao Ministério da Gestão e Inovação em Serviços Públicos.
"Ele saiu de casa para ser morto, espancaram até a morte", declarou a mãe dele. "Ele não é um bandido, não tem antecedentes criminais. Simplesmente acharam que ele era um bandido, mas pode ter certeza que quem fez mal ao meu filho não ficará impune", disse Ana Luísa Motta.
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