Toledo: Só reviravolta faria Tarcísio não ser eleito no 1º turno em SP
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Uma "reviravolta" após o início do horário eleitoral seria o principal fator capaz de impedir que Tarcísio de Freitas (Republicanos) liquide a disputa pelo governo de São Paulo ainda no primeiro turno, avaliou o colunista José Roberto de Toledo no Análise de Pesquisas , do Canal UOL.
A análise veio após pesquisa Datafolha divulgada hoje apontar Tarcísio com 45% das intenções de voto no primeiro turno, contra 27% de Fernando Haddad (PT). No eventual segundo turno, o instituto registrou 54% a 35% para o governador.
Essa tende a terminar no primeiro turno, a não ser que haja uma reviravolta depois que o horário eleitoral começar. Com esse percentual que o Tarcísio de Freitas tem e essa vantagem dele, se levarmos em conta os votos válidos, que são os dados apenas a candidatos, ele já teria mais da metade. Liquidaria a eleição ainda no primeiro turno. José Roberto de Toledo, colunista do UOL
Para Toledo, o cenário coloca um desafio imediato para Haddad: impedir que a disputa acabe antes do segundo turno. Ele lembrou que, em 2022, o petista já teve papel semelhante ao tentar levar a eleição para a etapa final, mesmo sem favoritismo.
O fator de complicação para o Haddad é impedir que isso aconteça. A candidatura do Haddad já cumpriu exatamente esse mesmo papel quatro anos atrás contra o mesmo adversário.
Haddad teve a melhor votação de um candidato do PT a governador de São Paulo em 2022 e está tentando fazer a mesma coisa agora. José Roberto de Toledo, colunista do UOL
O colunista disse que a disputa em São Paulo também pesa na estratégia nacional do PT. Na leitura dele, o estado, por ser o maior colégio eleitoral do país, precisa de um palanque forte para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma eventual campanha presidencial.
Não significa que ele vai ganhar a eleição. Longe disso, como o Datafolha está mostrando. Mas o que ele precisa é que, no maior colégio eleitoral do país, você precisa ter um palanque forte para a candidatura presidencial do Lula poder se calçar e tentar evitar uma derrota para o Flávio em São Paulo. José Roberto de Toledo, colunista do UOL
Toledo avaliou que o risco de encerramento no primeiro turno pode afetar esse cálculo político, já que uma eventual disputa presidencial em segundo turno poderia ocorrer sem a "dobradinha" de uma eleição estadual em andamento no estado.
O que estamos vendo aqui será uma missão talvez mais difícil ainda do que já foi em 2022, com o sério risco de a eleição terminar no primeiro turno. E aí a presidencial, se for para o segundo turno, você não teria um palanque, porque não teria mais eleição aqui. José Roberto de Toledo, colunista do UOL
O 'day after' da campanha do Lula é partir para o ataque. Flávio disse que a página do Dark Horse é virada e quer tentar fazer uma campanha em massa com as redes sociais desgastando e usando essa questão do Lulinha. Eles [campanha do Lula] vão para a mesma moeda e vão pegar pesado. O presidente Lula deve falar sobre isso nos próximos dias. Eles querem fazer uma 'proposta' de falar para o Flávio abrir o seu sigilo bancário, porque o Lulinha colocou o dele à disposição.
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