Senha de príncipe fraudou filiações para vice de Marçal controlar PRTB
A quebra do sigilo telemático de Pedro Tiago Bourbon Orleans de Bragança, que se apresenta como “Príncipe Dom Pedro” e se declara o atual príncipe imperial do Brasil, mostrou à Polícia Federal que foi a senha pessoal dele no Sistema Filiação Partidária (FILIA) que realizou uma filiação fraudulenta em massa ao PRTB em 2023.
O monarquista, trineto da Princesa Isabel, era terceiro vice-presidente do partido e abriu as portas para Leonardo “Avalanche” chegar ao comando do partido à revelia dos membros efetivos do PRTB.
No sábado (15), Avalanche lançou o inelegível Pablo Marçal como candidato à presidência da República, registrando-se como candidato à vice-Presidência – eles tentam convencer o TSE de que podem concorrer.
A partir da senha pessoal de “Dom Pedro”, 42 fundadores do PRTB foram filiados retroativamente ao partido à revelia em julho de 2023 .
A filiação em massa aconteceu antes de um interventor nomeado pelo ministro Alexandre de Moraes determinar que só fundadores e membros do antigo diretório nacional poderiam votar na eleição que elegeria o sucessor de Levy Fidelix no comando do partido.
Quando Fidelix morreu de Covid, em 2021, o controle do PRTB passou a ser disputado por três grupos, capitaneados pela viúva Aldineia Fidelix, pelo irmão Júlio Cezar Fidelix e pela ex-assessora Rachel de Carvalho.
Os três em algum momento se entenderam presidentes do partido, até Moraes julgar que a cadeia de irregularidades impedia a posse de Rachel.
A convenção que a elegeu foi contestada, entre outros motivos, porque Murad Karabachian, então vice-presidente, não aparecia como filiado ao partido quando presidiu a reunião.
Mais tarde descobriu-se o motivo: a senha de Dom Pedro havia sido utilizada para desfiliar Murada à revelia dele.
Depois, também foi a senha de Dom Pedro a responsável por filiar à revelia 42 fundadores do partido para participarem de uma eleição que aconteceu em fevereiro de 2024, conforme a Polícia Federal já descobriu .
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De acordo com denúncia do Ministério Público Eleitoral de São Paulo (MPE-SP), um homem foi cooptado por Avalanche para arregimentar pessoas para se passarem pelos fundadores naquela eleição, utilizando documentos de identidades falsos, entregues por Avalanche .
Em meio às investigações, esse homem, Maxson Rodrigues Milton procurou a polícia de Ferraz de Vasconcelos (SP) para contar que ele havia sido cooptado por Avalanche.
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