Vacina contra recorrência de câncer de pele de Merck e Moderna mostra avanço
O laboratório Merck ( MRCK34 ), e a Moderna ( M1RN34 ) anunciaram nesta quarta-feira (19) resultados positivos do estudo de Fase 3 de uma vacina experimental para o tratamento auxiliar (adjuvante) do melanoma, uma das formas mais mortais de cancro da pele.
As ações da Moderna dispararam mais de 60% nas primeiras negociações de quarta-feira nos EUA, enquanto as ações da Merck subiram 7,3%.
O tratamento adjuvante com intismeran autogene é uma nova terapia individualizada de neoantígenos (INT) baseada em mRNA.
Desenvolvida em conjunto pela Merck e pela Moderna, em combinação com o Keytruda, medicamento de alta tecnologia da Merck do tipo imunoterapia, usado em doentes com melanoma cutâneo em estádio IIB-IV completamente ressecado.
Leia também: OMS diz que casos de câncer podem quase dobrar até 2050 e pede ação urgente de países Segundo as empresas farmacêuticas, o estudo cumpriu o seu objetivo primário de sobrevivência livre de recorrência e um objetivo secundário de sobrevivência livre de metástases à distância.
Esta é a primeira leitura positiva de Fase 3 para uma terapia individualizada de neoantígenos (INT) e para uma terapia oncológica baseada em mRNA.
Também foi anunciado como o primeiro estudo de Fase 3 a demonstrar uma melhoria clinicamente relevante em relação ao Keytruda.
Os dados serão apresentados num próximo congresso médico internacional e partilhados com as autoridades reguladoras, disseram as companhias em comunicado.
“Os resultados de hoje representam um momento marcante para o tratamento adjuvante do melanoma.
Este é o primeiro estudo de Fase 3 a mostrar que o intismeran, um tratamento concebido com base na ‘impressão digital’ mutacional única do tumor de cada doente, administrado em combinação com pembrolizumab, pode reduzir o risco de recorrência ou morte em doentes com melanoma em estádio IIB-IV completamente ressecado em comparação com o Keytruda isoladamente”, afirmou em nota a professora Georgina Long, investigadora principal do estudo e diretora médica do Melanoma Institute Australia e presidente de Oncologia Médica do Melanoma e Investigação Translacional na Universidade de Sydney.
“O Intismeran em combinação com pembrolizumab tem o potencial de estabelecer um novo paradigma de tratamento no contexto adjuvante do melanoma, ajudando os doentes a permanecerem livres de cancro por mais tempo”, completou.
O intismeran é concebido e produzido utilizando uma amostra do tumor do doente para identificar a assinatura mutacional única, ou “impressão digital”, do seu câncer e gerar uma resposta imunitária antitumoral.
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