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EUA sancionam presidente do Tribunal Penal Internacional e pressão sobre corte amplia

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EUA sancionam presidente do Tribunal Penal Internacional e pressão sobre corte amplia

O governo Donald Trump elevou nesta terça-feira (18) a pressão sobre o Tribunal Penal Internacional ao incluir dois integrantes da cúpula da corte em sua lista de sanções: a presidente Tomoko Akane e o magistrado Abdoulaye Seye, que exerce interinamente funções ligadas à Procuradoria.

A decisão insere os dois em uma política que Washington retomou no segundo mandato de Trump para restringir a atuação de autoridades do TPI.

O Departamento de Estado argumenta que a corte tenta alcançar agentes públicos de países que não reconhecem sua jurisdição.

Na prática, as medidas podem bloquear ativos vinculados aos Estados Unidos e limitar a entrada dos sancionados no país.

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A reação também veio do governo holandês, já que a sede do tribunal fica em Haia.

A disputa atual ganhou força por causa das investigações relacionadas à guerra em Gaza.

O TPI emitiu, em novembro de 2024, mandados de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o então ministro da Defesa, Yoav Gallant.

Lideranças do Hamas também foram alvo da corte.

Esse ponto é central para Washington porque Israel e Estados Unidos estão fora do Estatuto de Roma, tratado que criou o tribunal.

Já os territórios palestinos aderiram ao acordo em 2015.

A oposição americana ao TPI, porém, é anterior ao caso de Gaza.

Os Estados Unidos nunca ratificaram o Estatuto de Roma e, desde o início dos anos 2000, governos republicanos adotam instrumentos para impedir que militares e autoridades americanas sejam submetidos à corte.

Trump já havia usado sanções contra membros do tribunal em seu primeiro mandato, quando o TPI avançou em uma investigação sobre possíveis crimes cometidos no Afeganistão.

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