EUA sancionam presidente do Tribunal Penal Internacional e pressão sobre corte amplia
O governo Donald Trump elevou nesta terça-feira (18) a pressão sobre o Tribunal Penal Internacional ao incluir dois integrantes da cúpula da corte em sua lista de sanções: a presidente Tomoko Akane e o magistrado Abdoulaye Seye, que exerce interinamente funções ligadas à Procuradoria.
A decisão insere os dois em uma política que Washington retomou no segundo mandato de Trump para restringir a atuação de autoridades do TPI.
O Departamento de Estado argumenta que a corte tenta alcançar agentes públicos de países que não reconhecem sua jurisdição.
Na prática, as medidas podem bloquear ativos vinculados aos Estados Unidos e limitar a entrada dos sancionados no país.
Leia também Irã devolve provocação de Trump e chama Califórnia de “novo território” iraniano Irã responde a Trump com mapa que chama Califórnia de “novo território” iraniano Irã avalia atacar bases dos EUA na Europa, diz Financial Times Enquanto as negociações com Washington seguem travadas, Trump ameaça o Omã e determina corte nos exercícios militares com a Coreia do Sul em meio à escalada da crise no Oriente Médio O TPI respondeu que continuará funcionando normalmente e afirmou que dará respaldo aos seus integrantes.
A reação também veio do governo holandês, já que a sede do tribunal fica em Haia.
A disputa atual ganhou força por causa das investigações relacionadas à guerra em Gaza.
O TPI emitiu, em novembro de 2024, mandados de prisão contra o primeiro-ministro de Israel, Binyamin Netanyahu, e o então ministro da Defesa, Yoav Gallant.
Lideranças do Hamas também foram alvo da corte.
Esse ponto é central para Washington porque Israel e Estados Unidos estão fora do Estatuto de Roma, tratado que criou o tribunal.
Já os territórios palestinos aderiram ao acordo em 2015.
A oposição americana ao TPI, porém, é anterior ao caso de Gaza.
Os Estados Unidos nunca ratificaram o Estatuto de Roma e, desde o início dos anos 2000, governos republicanos adotam instrumentos para impedir que militares e autoridades americanas sejam submetidos à corte.
Trump já havia usado sanções contra membros do tribunal em seu primeiro mandato, quando o TPI avançou em uma investigação sobre possíveis crimes cometidos no Afeganistão.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.