De pacote eleitoral a exército digital: Como Lula conseguiu virada inédita
Reeleito neste domingo (25) para mais quatro anos de mandato, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conseguiu uma virada inédita no segundo turno das eleições presidenciais brasileiras combinando uma ofensiva digital liderada pelo deputado federal André Janones (Rede-MG) com uma intensa mobilização de rua e um 'pacote de bondades' aos eleitores.
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Lula terminou o primeiro turno com 43,33% contra 48,24% do senador Flávio Bolsonaro (PL). Neste segundo turno, o presidente registrava mais de 51% dos votos válidos ante 48% do senador do PL com mais de 97% das urnas apuradas.
Campanha de Lula acelerou uma virada ao tratar a comunicação digital como prioridade. O presidente, que havia ignorado esse terreno até o primeiro turno, passou a participar de lives e a incorporar a dinâmica das redes sociais na estratégia do PT.
Mobilização nas ruas ganhou força com atuação de militância jovem e atos lotados nas capitais. A campanha apostou em levar multidões a eventos e em organizar a base para ampliar presença no espaço público na reta final do segundo turno.
Pesquisas eleitorais do segundo turno: veja os principais levantamentos
Mensagem do PT mudou do confronto de biografias para uma agenda de futuro e promessas concretas. Depois do resultado do primeiro turno, Lula trocou a coordenação da equipe e passou a anunciar medidas como reajuste do Bolsa Família, novo Desenrola, pacote de benefícios para MEI e promessa de tarifa zero no transporte público aos fins de semana.
Governo antecipou pagamentos e buscou reduzir pressões do custo de vida para reforçar a campanha. A estratégia incluiu antecipar depósitos do Bolsa Família e segurar o preço dos combustíveis, além de lançar o Pé-de-Meia para universitários.
PT tentou reduzir a vantagem de Flávio ao aumentar engajamento e presença nas redes em poucas semanas. O alto volume de conteúdo e a coordenação de apoiadores ajudaram Lula a encurtar a distância nas pesquisas e alimentaram a expectativa de uma virada inédita em eleições presidenciais.
Campanha passou a explorar mais fragilidades do adversário apenas no segundo turno. Nas últimas três semanas, o PT intensificou a desconstrução de Flávio Bolsonaro e começou a explorar suas relações com figuras "enroladas", como o advogado Willer Tomaz, investigado por suspeita de lavagem de dinheiro das fraudes do INSS.
* Com informações de reportagens publicadas em 25/10/2026 e 25/10/2026 .
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