Colômbia autoriza operações militares com os EUA contra narcotráfico
O novo governo conservador da Colômbia está trabalhando em parceria com Washington para combater grupos de narcotraficantes em seu território, como parte de uma ofensiva dos Estados Unidos para coordenar ataques militares conjuntos contra o chamado “narcoterrorismo” nas Américas.
O secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, fez o anúncio nesta quarta-feira, no Panamá.
Ele também agradeceu a outros países que já se comprometeram a trabalhar com o presidente Donald Trump para destruir laboratórios de drogas e redes de tráfico, entre eles Equador, Honduras e Guatemala.
O anúncio de Hegseth faz da Colômbia — maior produtora de cocaína do mundo — o quarto e maior país latino-americano a autorizar operações militares conjuntas com os EUA.
“A Colômbia já solicitou que o Departamento de Guerra se junte ao país em sua luta contra o narcoterrorismo, autorizando operações militares conjuntas para destruir redes terroristas e de terrorismo”, disse Hegseth, usando o nome dado por Trump ao que anteriormente era chamado de Departamento de Defesa dos EUA.
O presidente Abelardo de la Espriella, advogado conservador e aliado de Trump, assumiu o cargo na Colômbia na semana passada prometendo intensificar o combate a grupos armados após quatro anos de governo de esquerda.
O Ministério das Relações Exteriores colombiano não respondeu imediatamente a um pedido de comentário enviado por mensagem de texto.
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Os EUA realizaram dezenas de ataques contra supostas embarcações usadas por traficantes no Caribe e no Pacífico Oriental, operações que deixaram mais de 220 mortos e provocaram críticas sobre sua legalidade.
Trump também ordenou a captura do ex-homem forte da Venezuela, Nicolás Maduro, que foi acusado em tribunais americanos de crimes relacionados ao tráfico de drogas.
Leia mais: [EUA mostram força no Panamá enquanto Trump mantém América Latina em alerta] Hegseth agradeceu especificamente ao governo do presidente equatoriano Daniel Noboa por assumir um papel de liderança na iniciativa.
Em março, os EUA anunciaram ter apoiado operações realizadas por forças locais contra instalações suspeitas de produção de drogas no país sul-americano.
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