MP apura demanda de pacientes sem acesso a transporte da Prefeitura
O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) abriu inquérito civil para apurar quantos pacientes aguardam pelo transporte oferecido pela Prefeitura de Campo Grande e acompanhar as medidas previstas para ampliar o atendimento.
Segundo a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), o serviço atingiu a capacidade operacional e não há vagas para novas inclusões.
Atualmente, 153 pacientes são atendidos em rotas fixas e cerca de 40 por mês em demandas esporádicas.
O transporte é destinado principalmente a usuários do SUS (Sistema Único de Saúde) com limitações de mobilidade, em situação de vulnerabilidade ou que precisam de tratamento contínuo, como hemodiálise, oncologia e reabilitação.
A frota conta com duas ambulâncias e nove carros de passeio.
Os veículos percorrem quatro rotas, de segunda-feira a sábado, das 6h30 às 17h30.
Os atendimentos são agendados conforme a disponibilidade e a organização dos trajetos.
A apuração começou após a reclamação envolvendo um paciente com deficiência que faz tratamento três vezes por semana no Hospital Regional e estava há meses sem acesso ao transporte do município.
Em reunião realizada em 30 de junho, a Sesau informou ao Ministério Público que havia atingido o limite de atendimento e que, para receber novos pacientes, seria necessário aumentar a frota e o número de profissionais.
A secretaria apresentou um estudo para locar nove veículos com motoristas, com custo anual estimado entre R$ 2,3 milhões e R$ 3,6 milhões.
O procedimento licitatório levaria de 60 a 90 dias, mas, na ocasião, ainda não havia fonte de recursos definida.
Diante da situação, o MP instaurou o inquérito civil em 24 de agosto para dimensionar a demanda reprimida.
A Sesau terá 20 dias para informar quantas pessoas aguardam atendimento, quais providências estão sendo tomadas e em que estágio está o projeto de ampliação.
A Promotoria também solicitou dados atualizados sobre a frota e os usuários atendidos.
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