Por que a estratégia de marketing político de Lula funcionou em 2026?
A vitória de Lula em 2026 passou por uma mudança de campanha.
Depois de terminar o primeiro turno atrás de Flávio Bolsonaro, o presidente reorganizou sua equipe, intensificou a comunicação digital e transformou apoiadores em participantes da disputa.
Nossa avaliação é que essa combinação, associada à defesa da proteção social e a propostas ligadas à vida cotidiana, ajuda a explicar a virada.
A dimensão do movimento aparece nos números.
Lula saiu de 45,16% dos votos válidos no primeiro turno para aproximadamente 51,8% no segundo.
Entre as duas votações, acrescentou cerca de 10,3 milhões de votos à sua candidatura; Flávio ampliou sua votação em aproximadamente 3,7 milhões.
Esse crescimento revela uma capacidade maior de expansão eleitoral, embora os resultados agregados não permitam identificar, sozinhos, de onde veio cada voto.
CNN Brasil — crescimento das candidaturas entre os turnos .
Para entender o papel do marketing político nessa vitória, precisamos observar como cada equipe articulou posicionamento, mensagem, distribuição e mobilização.
Também precisamos reconhecer que comunicação, avaliação do governo, propostas, alianças e condições de comparecimento às urnas atuam conjuntamente.
Nenhum episódio isolado explica toda a eleição.
Flávio começou o segundo turno com uma estratégia competitiva.
Sua equipe identificou no endividamento das famílias e nos juros altos uma maneira de transformar insatisfação econômica em voto de oposição.
Em 7 de outubro, o marqueteiro Duda Lima anunciou a continuidade desse eixo na propaganda.
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