Multilateralismo virou controle remoto
PAUSE! Deixe tocar Stay (Faraway, So Close!), do U2, durante a leitura.
Escrita para o filme de Wim Wenders em que um anjo escolhe cair, a canção repete um verbo simples e exigente: ficar.
Um oráculo de bolso Em novembro de 2025, a The Economist publicou a capa de The World Ahead 2026 .
Num dos quadrantes, Donald Trump.
Noutro, Lula, Xi Jinping e Vladimir Putin, lado a lado.
Entre eles, uma urna marcada com X.
Acima, um joystick ligado a um cérebro tramado de circuitos por um tubo que lembra um vaso sanguíneo, em vermelho e azul.
Logo abaixo, duas espadas cruzadas repetem o X da urna, e uma delas atravessa um nó que começa a se formar no vaso, como se pudesse seccioná-lo.
A internet leu a capa como oráculo: a espada de Dâmocles sobre os chefes de Estado, a mente como campo de batalha, as interfaces cérebro-máquina.
A imagem virou conteúdo, e o conteúdo, profecia de consumo rápido.
Em poucas semanas, a revista deve apresentar a capa de 2027.
Antes que ela chegue, vale ler a de 2026 contra o ano que realmente aconteceu.
O joystick tem dono Em 29 de setembro, uma ordem executiva da Casa Branca rebatizou a inteligência artificial de superinteligência, conservando a definição jurídica da tecnologia que dizia superar, como discutido em De artificial a super: o defeito agora é virtude? .
No mesmo dia, dirigentes das grandes empresas de tecnologia teriam firmado com o governo Trump um compromisso voluntário sobre o desenvolvimento, a segurança e a colocação de seus sistemas no mercado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.