Infraestrutura sustenta empregos na construção civil no 1º semestre, diz CBIC
A construção civil brasileira continua crescendo e gerando empregos, mas cada vez mais apoiada nas obras de infraestrutura do que no mercado imobiliário tradicional.
Essa foi a principal mensagem da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) ao divulgar, nesta quarta-feira (13), o balanço do segundo trimestre do setor e suas perspectivas para 2026.
A entidade manteve sua projeção de expansão de 1,2% para a construção civil neste ano, apesar de um ambiente marcado por juros elevados, custos acima da inflação e deterioração da confiança dos empresários.
Segundo a CBIC, o avanço das concessões, das Parcerias Público-Privadas (PPPs) e dos investimentos em saneamento vem compensando parte das dificuldades enfrentadas pelos segmentos mais dependentes do crédito.
“O melhor dinamismo das obras de infraestrutura e os lançamentos imobiliários realizados nos últimos dois anos, que ainda estão em execução, nos levaram a manter a projeção de crescimento”, afirmou a economista-chefe da CBIC, Ieda Vasconcelos, durante a apresentação.
A leitura da entidade reflete uma mudança na composição do crescimento do setor.
Pela primeira vez desde o início da série histórica do Novo Caged, em 2020, as obras de infraestrutura superaram a construção de edifícios na geração de empregos durante um primeiro semestre .
Entre janeiro e junho, a infraestrutura criou 64.793 vagas com carteira assinada, alta de 30,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
Enquanto isso, a construção de edifícios gerou 60.552 vagas, queda anualizada de 2,19%; e os serviços especializados para construção, 43.617 vagas, redução de 7,14%.
No mesmo intervalo, a construção civil como um todo abriu 168.962 postos formais, crescimento de 6,5%.
Para a CBIC, o desempenho está diretamente relacionado aos investimentos privados em projetos de saneamento e infraestrutura que começaram a sair do papel após mudanças regulatórias e leilões realizados nos últimos anos.
Segundo o presidente da entidade, Eduardo Almeida, dados da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB) mostram que 84% dos investimentos em infraestrutura têm origem no setor privado.
Leia mais: Como Sorocaba, Barueri e Ribeirão Preto viraram motores do mercado imobiliário de SP Setor cresce, mas confiança piora Se o mercado de trabalho continua resiliente, os indicadores de confiança e atividade contam uma história mais cautelosa.
O Índice de Confiança do Empresário da Construção encerrou o primeiro semestre com 47,2 pontos , o menor nível desde 2016.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.