Inteligência artificial avança em fraudes e ameaça educação online nos EUA
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A inteligência artificial ameaça minar o ensino online, um negócio em expansão para faculdades e universidades, enquanto professores lutam para conter uma onda crescente de fraudes viabilizadas pela tecnologia .
Nas salas de aula presenciais , muitos educadores passaram a adotar apresentações orais e provas manuscritas para tentar impedir o uso indevido da tecnologia. Mas essas estratégias podem ser mais difíceis de aplicar online. No ano passado, mais da metade dos universitários americanos cursou pelo menos uma disciplina nessa modalidade, ante cerca de um terço em 2019.
Em muitos cursos universitários, os alunos podem nunca ter contato com seus professores ou colegas, nem mesmo por vídeo. As aulas permitem que cada estudante avance no próprio ritmo, com palestras gravadas. Trabalhos e provas são entregues digitalmente.
Embora algumas universidades funcionem de forma totalmente remota, um número crescente de instituições com campus físico ampliou sua oferta virtual. Em alguns casos, os alunos podem concluir uma graduação inteira online; em outros, cursam disciplinas específicas.
Nesse universo, a fraude com IA avançou muito além de copiar e colar redações produzidas por chatbots. Agentes de IA permitem aos estudantes terceirizar todo o trabalho de um semestre. Com comandos simples, um aluno pode colocar em ação o que é, essencialmente, uma imitação de si. Os agentes podem assistir a videoaulas, fazer provas, escrever trabalhos e conversar com colegas sobre leituras obrigatórias.
Sempre houve dúvidas sobre se os diplomas obtidos em ensino online têm o mesmo valor daqueles obtidos presencialmente. Mas especialistas passaram duas décadas promovendo a modalidade como ferramenta de equidade, que permite a universitários de baixa renda que trabalham, por exemplo, estudar onde e quando lhes for conveniente.
Agora, porém, a facilidade de acesso à IA aprofunda as dúvidas sobre a modalidade de ensino superior —justamente quando muitos estudantes enfrentam as consequências acadêmicas da pandemia e questionam se têm as habilidades necessárias para ter sucesso.
Em entrevistas, professores de diferentes regiões do país descreveram a constatação de que a IA havia se infiltrado em suas salas de aula virtuais.
Karen Costa, que há quase 20 anos ministra cursos online, inicialmente revirava os olhos quando ouvia pessoas falarem sobre como a IA poderia invadir o ensino superior. Mas, no ano passado, disse ela, percebeu uma "enxurrada" de trabalhos gerados por IA entre seus alunos.
"Será que estou apenas interagindo com robôs aqui?", lembra de ter pensado. Ela própria obteve um certificado de pós-graduação por meio de um programa predominantemente remoto.
Kathryn Kysar leciona em faculdades comunitárias desde a década de 1980.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Tec.