EUA/Brasil
O relacionamento comercial entre os EUA e o Brasil já chegou aos 25% e hoje representa menos de 10%.
O atual presidente dos EUA já chegou a dizer: “faço o que eu quero”. Logicamente, um desafio desta natureza é uma ameaça a quase todos os países do mundo, com exceção da Argentina de hoje, sob o comando político do presidente Javier, um dos seus mais obedientes lacaios.
Se entre países não existem amizades, e sim interesses — até mesmo com os países que compuseram a aliança quando do enfrentamento da 2ª Guerra Mundial, entre eles o Canadá e o México —, os EUA não os têm poupado de seus ameaçadores tarifaços.
No nosso caso, ainda que o nosso relacionamento seja superavitário para os próprios EUA, sabe-se lá por quais motivos, o nosso país sempre esteve presente nos seus recorrentes tarifaços.
Acontece que, na medida em que os tais tarifaços prejudicam os nossos exportadores, e de forma previamente escolhida, eis que surgiu a China como nossa parceira. Esta, como previsto, já se tornou, de longe, o principal destino das nossas exportações.
Nada contra o nosso relacionamento com os EUA, contanto que, em casos de arbítrios, diria até de abusos, a OMC (Organização Mundial do Comércio) possa intervir como mediadora.
Como expoente máximo da chamada direita radical — como se as transações comerciais entre países devessem obedecer a tais balizas —, países que outrora se relacionavam praticamente com os próprios EUA já estão compondo parceria com a China e, o mais impressionante, a maioria deles sentindo-se satisfeita.
Claro que o estilo Donald Trump está condenando os EUA, se não ao isolamento, certamente a serem menos atraentes comercialmente e, quem sabe, até em diversas outras atividades que sejam do interesse dos demais países.
Importar dos demais países somente aquilo que lhes traga vantagens e, sobretudo, que não venha a causar inflação para os próprios estadunidenses tem sido a política econômica do governo Donald Trump. Enquanto isso, a China tem buscado alianças com todos os países do mundo, inclusive com os países do nosso continente latino-americano.
Vide a construção do megaporto que acabou de construir no Peru e o seu interesse em melhorar a nossa infraestrutura. Se no curso de sua própria campanha eleitoral o então candidato Donald Trump cunhou a expressão “America First” — ou seja, “A América em Primeiro Lugar” —, pelo menos no quesito sinceridade ele continua buscando cumprir o que havia prometido, ainda que em prejuízo dos próprios EUA.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em ac24horas.com — o conteúdo pertence a ac24horas.